O desenvolvimento de uma cidade vai muito além da expansão urbana, da geração de empregos ou da realização de obras públicas. Uma cidade verdadeiramente desenvolvida é aquela que reconhece as pessoas como o centro das políticas públicas e constrói oportunidades para que todos possam exercer plenamente sua cidadania. Nesse contexto, a política pública de assistência social desempenha papel estratégico na redução das desigualdades, na prevenção das vulnerabilidades sociais e na promoção da inclusão, consolidando uma rede de proteção capaz de transformar vidas.
Em Ponta Grossa, essa política é executada pela Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG), responsável pela gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no município. A atuação da Fundação está fundamentada na garantia de direitos, na aproteção social e no fortalecimento da autonomia das famílias, desenvolvendo ações articuladas com diversas políticas públicas e com organizações da sociedade civil.
A assistência social atende pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e/ou risco social, decorrente da pobreza, da violência, da violação de direitos, do abandono, da deficiência, do envelhecimento, do desemprego ou de outras situações que fragilizam os vínculos familiares e comunitários. Mais do que oferecer benefícios, a política municipal busca construir caminhos para que essas pessoas tenham acesso à cidadania, à inclusão social e às oportunidades de desenvolvimento.
A rede socioassistencial de Ponta Grossa é composta por serviços de Proteção Social Básica e Proteção Social Especial, organizados de forma territorializada para atender às diferentes necessidades da população. Nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), as famílias encontram acolhimento, orientação, acompanhamento familiar, acesso ao Cadastro Único, encaminhamento para benefícios e participação em atividades coletivas voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Já os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) atendem situações de violência, negligência, exploração, trabalho infantil e demais violações de direitos, oferecendo acompanhamento técnico especializado.
A FASPG ainda consolidou, na gestão da prefeita Elizabeth Schimidt, iniciativas que ampliaram o acesso da população a direitos sociais e fortaleceram a rede de atendimento, como o transporte especial para pessoas usuárias de cadeira de rodas, o auxílio ônibus funeral, parceria para emissão da Carteira de Identidade, o desenvolvimento de projetos de inclusão produtiva, empreendedorismo e qualificação profissional, como o Programa “Sala do Empreendedor no CRAS – De Informal a Empresário Legal”, ganhador do Prêmio Gestor Público do Paraná em 2021 e XI Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor em 2022, e o Projeto Piloto CAPAZ, com o foco na inclusão produtiva e qualificação profissional para pessoas atendidas na Assistência Social, além das ações voltadas à inserção de adolescentes e jovens no mundo do trabalho, por meio de programas de aprendizagem, Jovem Aprendiz. Esse conjunto reforçam o compromisso do município com uma assistência social acessível, integrada e orientada para a promoção da autonomia e da cidadania.
A atuação da FASPG também contempla serviços de acolhimento institucional para crianças, adolescentes, mulheres vítimas de violência, adultos e pessoas idosas, além do Serviço Especializado em Abordagem Social, atendimento à população em situação de rua, Família Acolhedora, benefícios eventuais, programas de inclusão produtiva, ações descentralizadas nos territórios e diversas iniciativas voltadas à prevenção das vulnerabilidades sociais. Em 2025, a Fundação intensificou a descentralização dos serviços, promovendo ações comunitárias que aproximaram a assistência social das famílias nos bairros urbanos e comunidades rurais, ampliando significativamente o acesso da população aos serviços públicos.
Outro diferencial da política municipal é o investimento permanente na qualificação da gestão e no fortalecimento da rede socioassistencial. A elaboração do Plano Municipal de Assistência Social 2026-2029, construída de forma participativa com trabalhadores, conselhos e entidades, reafirma o compromisso do município com o planejamento, a transparência e o aprimoramento contínuo dos serviços ofertados à população.
Entre as principais iniciativas implementadas pelo município destaca-se o Cartão PG Mais Humana, programa de transferência de renda que representa uma importante estratégia de proteção social e combate às vulnerabilidades. O benefício possibilita que famílias acompanhadas pelos serviços socioassistenciais adquiram alimentos e produtos essenciais diretamente no comércio local, fortalecendo sua autonomia e promovendo maior dignidade no acesso às necessidades básicas.
Mais do que um benefício financeiro, o Cartão PG Mais Humana integra uma metodologia de acompanhamento familiar desenvolvida pela rede socioassistencial. As famílias beneficiárias permanecem vinculadas aos serviços da assistência social, participando de atendimentos, orientações e encaminhamentos que contribuem para a superação gradual das situações de vulnerabilidade. Dessa forma, o programa alia proteção imediata ao desenvolvimento de estratégias voltadas à emancipação social.
Outro importante eixo das políticas sociais do município está voltado à valorização da pessoa idosa. O envelhecimento populacional desafia as administrações públicas a desenvolver ações capazes de promover qualidade de vida, autonomia e participação social. Em Ponta Grossa, a assistência social desenvolve grupos de convivência, oficinas culturais, atividades físicas, ações intergeracionais e eventos comunitários que fortalecem vínculos familiares, previnem o isolamento social e estimulam o envelhecimento ativo.
Os espaços de convivência destinados às pessoas idosas tornaram-se importantes instrumentos de promoção da saúde emocional, da integração comunitária e do protagonismo das pessoas. Além das atividades regulares, a participação em passeios, encontros culturais e ações comunitárias ampliam o sentimento de pertencimento e fortalece as redes de apoio existentes nos territórios.
A construção de uma cidade mais humana também depende da participação ativa da sociedade civil organizada. Nesse aspecto, Ponta Grossa consolidou uma ampla rede de Organizações da Sociedade Civil parceiras da assistência social, responsáveis pela execução de serviços complementares destinados à proteção de crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, pessoas idosas, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade. A gestão da prefeita Elizabeth Schimidt foi a gestão municipal que mais investiu nas parcerias com as instituições socioassistencias, repassando em 2025, R$ 29 milhões, e previsão de R$ 32 milhões em 2026, representando aumento gradativo de investimento, dobrando o valor dos repasses desde o ano de 2019.
Essas organizações atuam em estreita articulação com a FASPG, mediante termos de colaboração, monitoramento permanente, assessoramento técnico e acompanhamento sistemático dos serviços executados. Essa parceria amplia significativamente a capacidade de atendimento do município e fortalece a gestão compartilhada da política pública, garantindo maior capilaridade da rede de proteção social.
Outro aspecto que merece destaque é o fortalecimento da política municipal voltada às pessoas em situação de rua. Nos últimos anos, a Fundação de Assistência Social ampliou as estratégias de abordagem social, qualificação dos atendimentos e articulação intersetorial, consolidando um fluxo permanente de acolhimento e acompanhamento.
Como marco dessa política, destaca-se a implantação da Casa de Acolhimento Maria Isabel Ramos Wosgrau, primeiro albergue municipal estruturado para oferecer acolhimento noturno, alimentação, higiene, complementando os serviços ofertados pelo Centro POP: encaminhamentos à rede socioassistencial, acesso à documentação, saúde e oportunidades de reinserção social. A iniciativa representa um avanço significativo na garantia de direitos e na superação da lógica exclusivamente assistencialista, priorizando a reconstrução de vínculos e projetos de vida.
Complementando essa estratégia de desenvolvimento humano, destaca-se o Programa Selo Social, iniciativa que mobiliza empresas, instituições públicas, universidades e organizações sociais para o desenvolvimento de projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. O programa estimula investimentos sociais privados, incentiva boas práticas de responsabilidade social e reconhece organizações que desenvolvem ações capazes de gerar impacto positivo na comunidade. Em 2024, o Programa certificou 270 empresas do município.
Embora possua natureza distinta da política de assistência social, o Programa Selo Social dialoga diretamente com a construção de uma cidade mais inclusiva ao incentivar a corresponsabilidade entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil. Essa integração amplia a capacidade de enfrentamento das desigualdades sociais e fortalece uma cultura de compromisso coletivo com o desenvolvimento sustentável.
Além do reconhecimento das instituições comprometidas com o desenvolvimento social, o programa coordenou campanhas de grande impacto comunitário, como a PG Sem Frio, responsável pela mobilização de empresas e da população para arrecadação e distribuição de agasalhos, cobertores e itens de inverno destinados às famílias em situação de vulnerabilidade, e a campanha Natal Solidário, que promoveu a arrecadação de alimentos para cestas natalinas, fortalecendo o espírito de solidariedade e garantindo um fim de ano mais digno para milhares de crianças e famílias atendidas pela assistência social.
A experiência de Ponta Grossa demonstra que a transformação social ocorre quando políticas públicas estruturadas, gestão qualificada e participação comunitária caminham na mesma direção. A assistência social deixa de ser compreendida apenas como resposta às emergências para consolidar-se como instrumento permanente de garantia de direitos, fortalecimento das famílias e promoção da cidadania.
Ao investir na qualificação da rede socioassistencial, na transferência de renda, na valorização da pessoa idosa, no fortalecimento das organizações da sociedade civil e na mobilização da iniciativa privada por meio do Selo Social, Ponta Grossa reafirma seu compromisso com um modelo de desenvolvimento centrado nas pessoas. Trata-se de uma cidade que compreende que desenvolvimento econômico e desenvolvimento humano são dimensões inseparáveis e que uma sociedade mais justa é construída quando ninguém é deixado para trás.
Essa trajetória evidencia que o futuro das cidades passa, necessariamente, pela consolidação de políticas públicas capazes de promover inclusão, reduzir desigualdades e fortalecer a cidadania. Em Ponta Grossa, a assistência social tem sido um dos pilares dessa transformação, demonstrando que investir nas pessoas é o caminho mais sólido para construir uma cidade cada vez mais humana, acolhedora e transformadora.
Assista a entrevista ao vivo:
Créditos Autor: Tatyana Belo
Créditos Imagens: Reprodução Internet
