Fala, Nação Tricolor! Quem não tá puto, tá errado. E quem tá errado, nem leia.
O meu domingo estava maravilhoso. Descemos com o trio de Tatau do Araketu pelo Dique do Tororó até os Barris. Subi minha área, encontrei com amigos da infância, minha tia Jacy e a casa de minha vó. Subi pra casa de meus pais, bati o feijão e vim pra casa assistir ao jogo do Esquadrão. Nada poderia estragar aquilo. E vê pra crer…
O time entrou em campo naquela pegada Chevette a álcool em dia de chuva subindo os Galés.
Errando muitos passes bobos, cedendo à pressão dos donos da casa. Meu xará estava irreconhecível. Nestor sumido. Marcos Victor mal. Veliz perdendo gols de cara. Tudo errado.
Mas o jogo era confronto direto contra um adversário que disputa a 3ª posição do campeonato com a gente. E deu a lógica.
Jogada nas costas de Kanivis, toque pra trás. Marcos Vitor estava perdido na área, marcando a bola com os olhos. O maluco chegou sem marcação e gol dos caras. 1×0.
O Bahia acorda. Marcos Victor acerta um cruzamento na área, Veliz briga no alto, o goleiro deles falha feio. A bola sobra e Erick, o Pulga, empata a parada. 1×1.
Bahia cresce no jogo. Domina as ações, começa a botar o CAP no bobinho. Chega na frente, mas erra nas famosas ”tomadas de decisão”.
VIRA O LADO
O Esquadrão volta mais ligado. Fazendo um jogo mais equilibrado e morno. Até que aos 23…
Um passe esticado na direita da zaga, o cara chega antes de Marcos e cruza pra área. O cara chega por trás de Kanu (lá ele 2 vezes) e faz o segundo. 2×1;
O CAP se fecha pra contra-atacar. O Bahia vai definhando em campo. De lance de perigo real, só um cruzamento dos caras que quase encobre Ronaldo, aos 42.
Mas quem é Bahia acredita na mística, afinal, como afirma o poeta Marcelo Sac’ana: O Bahia é um eterno gol de Raudinei. E mesmo sem dar um chute no gol o segundo tempo todo, a chance veio.
Aos 45 do segundo tempo, Marcos Victor cobra um latereio na área. A bola sobra pra Everaldo Stum bater bonito e a bola ser bloqueada pela mão do zagueiro. Juba ainda completa, bonito, tentando encobrir o goleiro, mas o miserável salva. O VAR chama o cego do Daronco e o pênalti é marcado.
E é aí que começa nossa história.
Luciano Juba pega a pelota.
A bola que consolidaria a sequência invicta de 4 meses e 12 jogos e entupiria os corneteiros torcedores de oposição.
O pênalti que valeria o ponto que nos manteria colados no 4º colocado e baixaria o moral deles.
A bola para o melhor lateral esquerdo do país fazer o seu 11º gol no ano e ir pra pausa da data FIFA dizendo: viu aí, Ancelotti? Sua carniça?
O lance mais importante do ano e ele peida na farofa e dá a bola pra Eve.
O reserva de Willian José, que já é reserva de Veliz. O cara que veio pra compor elenco por causa da saída inesperada, e acertada, de Lucio. O cara que não faz um gol há decênios. Que nem estava entrando mais nas partidas. Esquecido no banco de reservas,
E Juba deu a bola a ele.
“Ah, mas ele é o melhor batedor que nós temos”.
Véi. Isso ele foi mesmo. Num passado distante. O momento é outro. E deu a lógica. Bateu mal demais. O goleiro dos caras pegou. O CAP virou CAPS. Deu moral pro adversário direto pela vaga e aos insuportáveis corneteiros Tricolores deu a frase:
– Viu aí que na hora H o time entrega?
BORA BAÊA MINHA PORRA!
Tudo de boas. Mas o 5º lugar que seria maravilhoso, virou um quinto dos infernos, pra se lamentar durante a insuportável Data FIFA. Até lá, estarei de fone, pra não ouvir as cornetas…
O post Cinco letras e uma pergunta: PQ EVE? – por Erick Cerqueira apareceu primeiro em Futebol Baiano.
