O futuro da administração da Arena Fonte Nova promete movimentar os bastidores do futebol e da política baiana a partir de 2027.

O atual contrato de Parceria Público-Privada (PPP) para administração do estádio se encerra em março de 2028, após 15 anos, e a expectativa é que o edital de licitação seja preparado a partir do próximo ano.

Secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, confirmou que o Governo da Bahia falou sobre o tema nesta semana e confirmou que o Grupo City já abriu conversas. Contudo, ainda longe de ter alguma definição sobre o tema, uma vez que a concorrênciaserá aberta em 2027.

“A gente conversou com o Grupo City, inclusive com a participação do próprio governador, e já tivemos momentos de diálogo, o que é positivo”, declarou o secretário de Estado.

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Naming rights da Acelen não interferem no processo licitatório

O assunto ganhou força nos últimos dias após o anúncio da Acelen como detentora dos naming rights da arena, visto que a empresa de energia foi criada pelo fundo Mubadala Capital — gerido por Khaldoon Al Mubarak, que também preside o City Football Group.

No entanto, o titular da Setre descartou categoricamente qualquer vínculo entre o contrato comercial de nome do estádio e a futura concessão da praça esportiva.

“O contrato de naming rights entre a Acelen e a Fonte Nova não tem nenhuma relação com o contrato de parceria público-privada, que vai findar em 2028. É óbvio que, por ser da mesma empresa, a especulação existe”, pontuou Vasconcelos.

Futuro da gestão será definido através de concorrência pública

De acordo com o secretário, não há tratativas recentes em andamento com o Grupo City. O Governo do Estado contratou a estatal BahiaInveste para elaborar um diagnóstico detalhado e o termo de referência que sustentará a nova licitação.

“Não temos tido nenhum contato recente com o Grupo City sobre o tema. O Governo do Estado vai se preparar no próximo ano. Contratamos uma consultoria do próprio Estado, que é a BahiaInveste, para fazer a elaboração de um diagnóstico, um termo de referência sobre essa parceria público-privada”, explicou.

Vasconcelos concluiu reforçando que o Estado mantém interlocução transparente com a atual concessionária e potenciais investidores, mas garantiu que a definição do novo gestor da Arena Fonte Nova ocorrerá exclusivamente por meio de concorrência pública.



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