A semana começou ontem e praticamente terminou hoje, com ritmo reduzido em Brasília. A combinação entre o feriado prolongado de Corpus Christi, a realização do Fórum de Lisboa, conhecido nos bastidores políticos como Gilmarpalooza, e a temporada de festas juninas deve provocar um esvaziamento significativo da capital federal nos próximos dias.

O cenário afeta diretamente a movimentação política dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que registram uma agenda menos intensa em comparação com semanas marcadas por votações e discussões de maior repercussão nacional.

Um dos principais fatores para a diminuição da atividade política é o Fórum de Lisboa, realizado em Portugal e organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição fundada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O evento reúne magistrados, ministros, parlamentares, empresários e especialistas para debates sobre temas jurídicos, econômicos e institucionais.

Levantamento divulgado pela imprensa nacional aponta que pelo menos 135 autoridades e servidores públicos receberam autorização de seus órgãos para participar do encontro, ampliando o número de ausências em Brasília durante a semana.

Além das viagens internacionais, o calendário político também é impactado pelo feriado de Corpus Christi. Com compromissos concentrados nos primeiros dias úteis da semana, muitos parlamentares e integrantes do governo anteciparam deslocamentos para outros estados.

O período coincide ainda com as tradicionais festas de São João, especialmente importantes para estados do Nordeste. Deputados e senadores costumam aproveitar o mês de junho para intensificar agendas junto às bases eleitorais, participando de eventos regionais e encontros políticos em seus redutos.

No Congresso Nacional, a tendência é de uma semana sem grandes confrontos entre governo e oposição. Na Câmara dos Deputados, estão previstas sessões deliberativas com possibilidade de participação remota, mecanismo que vem sendo utilizado com frequência ao longo do ano.

Dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostram que, entre janeiro e maio, a Câmara realizou 49 sessões deliberativas. Destas, 28 ocorreram de forma remota por meio do sistema Infoleg, enquanto 21 foram presenciais.

Entre os temas previstos para análise pelos deputados estão projetos relacionados às áreas de saúde, educação, acordos internacionais, direitos das mulheres e inclusão de pessoas com deficiência. Até o momento, não há propostas consideradas de alta tensão política ou que mobilizem intensamente as lideranças partidárias.

O Senado Federal também manteve sessões previstas para terça e quarta-feira, mas a expectativa é de participação reduzida com parlamentares fora da capital.

 

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