A endometriose afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e exige cuidados que vão além do tratamento médico. Além do acompanhamento especializado, hábitos do dia a dia influenciam diretamente o controle da doença. Entre eles, o consumo de álcool merece atenção pelos impactos inflamatórios e hormonais provocados no organismo.
Segundo o ginecologista especialista em cirurgia minimamente invasiva Alexandre Amaral, a ingestão frequente de bebidas alcoólicas pode agravar sintomas comuns da endometriose. Entre eles estão dores pélvicas intensas, alterações menstruais e dificuldades relacionadas à fertilidade.
“O álcool tem um efeito inflamatório no organismo e pode interferir no metabolismo do estrogênio, hormônio diretamente envolvido na progressão da endometriose. Dessa forma, ele pode acelerar a doença e aumentar o risco de complicações”, explica o especialista.
Consumo frequente pode interferir no equilíbrio hormonal
Além do processo inflamatório, o consumo excessivo de álcool também pode comprometer o funcionamento do fígado. Isso acontece porque o órgão é responsável tanto pela metabolização da bebida quanto pelo equilíbrio hormonal. Assim, o organismo encontra mais dificuldade para regular os níveis de estrogênio.
De acordo com Alexandre Amaral, muitas pacientes percebem melhora significativa dos sintomas após mudanças no estilo de vida. Entre elas, a redução ou suspensão do consumo de bebidas alcoólicas costuma apresentar resultados positivos.
“Muitas mulheres relatam menos dores e mais qualidade de vida após diminuírem o álcool. Por isso, o tratamento da endometriose não envolve apenas medicamentos ou cirurgia, mas também um cuidado integral com o corpo”, destaca.
Mudanças na rotina ajudam no controle dos sintomas
Além da redução do álcool, outros hábitos também ajudam no controle da endometriose. Uma alimentação com perfil anti-inflamatório, por exemplo, contribui para reduzir processos inflamatórios. Da mesma forma, a prática regular de atividade física e uma boa qualidade do sono favorecem o bem-estar das pacientes.
Além disso, controlar o estresse e evitar o tabagismo também fazem diferença no manejo da doença. O médico orienta ainda que cada mulher observe como o próprio organismo reage a estimulantes, como cafeína e bebidas alcoólicas.
“A observação dos sinais do corpo após o consumo de álcool pode trazer indicativos importantes sobre a relação entre os sintomas e determinados hábitos”, conclui Alexandre Amaral.
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