Confiante na reeleição do presidente Lula (PT), apesar da disputa acirrada, o ex-ministro José Dirceu acredita que a interferência dos Estados Unidos na campanha eleitoral brasileira será um tiro pela culatra para o filho 01 do ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado.
“Ao se aliar ao Trump”, afirma Dirceu em entrevista ao redator-chefe Sérgio Lirio, o senador “se une a uma agenda anti-ambiental, homofóbica, racista, misógina e autoritária”, rejeitada pelos brasileiros. As circunstâncias o levam a afirmar: “Não vejo como o Flávio Bolsonaro possa vencer essas eleições”.
O ex-ministro não espera que a operação policial contra o senador petista Jaques Wagner afete a campanha de Lula. Segundo ele, o caso Master é um escândalo forjado por Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e pelo bolsonarismo e que atinge a direita.
Candidato a deputado federal, Dirceu defende um esforço dos aliados do atual governo para melhorar a correlação de forças no Congresso, onde a disputa em torno de um projeto nacional acontece atualmente. O petista abordou ainda o tratamento do linfoma, a defesa de uma reforma do Judiciário e os caminhos do campo progressista pós-lulismo.
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