Débito em mãos do público chega a US$ 31,27 tri e ultrapassa o PIB; total bruto passa de US$ 39 tri

A dívida dos Estados Unidos superou o tamanho da economia do país. Em 31 de março, o débito em mãos do público somava US$ 31,27 trilhões, ante um PIB nominal de US$ 31,22 trilhões no acumulado de 12 meses, o que levou a relação dívida/PIB a 100,2%, segundo dados do BEA (Bureau of Economic Analysis) compilados pelo CRFB (Committee for a Responsible Federal Budget) e divulgados no fim de abril. Eis a íntegra (PDF – 1,09 MB).

A dívida em mãos do público —usada na comparação com o PIB— difere da dívida bruta total, que inclui obrigações intragovernamentais. Esse indicador mais amplo já supera US$ 39 trilhões, de acordo com dados do Tesouro dos EUA.

Em nota, a presidente do CRFB, Maya MacGuineas, disse que o marco representa cerca de duas vezes a média histórica e questionou a capacidade de reação das autoridades norte-americanas. Ela declarou que o nível atual de endividamento não resulta de conflito global, como ocorreu depois da 2ª Guerra Mundial, mas de decisões acumuladas ao longo dos anos.

O patamar de 100% aproxima o país do pico histórico de relação dívida/PIB de 106%, registrado em 1946. Segundo MacGuineas, a trajetória atual tende a levar a dívida a novos recordes caso não haja mudanças na política fiscal.

A dirigente afirmou que o aumento do endividamento pressiona o crescimento econômico, eleva juros e amplia riscos inflacionários. Segundo ela, o avanço da dívida aumenta o custo com pagamento de juros, reduz espaço no orçamento e expõe o país a choques econômicos e geopolíticos.

Para reverter a tendência, o CRFB defende medidas como limitar novos gastos, exigir compensações para cortes de impostos e reduzir o deficit público. A entidade diz que seriam necessários cerca de US$ 10 trilhões em ajustes fiscais ao longo dos próximos anos e menciona como referência a meta de deficit de 3% do PIB defendida por parte de economistas.


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