O Grupo City saiu de forma oficial do quadro societário do Yokohama F. Marinos, do Japão, em informação publicada pelo próprio clube ao longo dessa semana. Esta é a segunda retirada de investimento do conglomerado árabe somente no ano de 2026.
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Grupo City encerrou parceria com dois clubes asiáticos em 2026
O primeiro caso havia sido com o Mumbai City, da Índia. Nos últimos dias de 2025, o Grupo City anunciou que a parceria não teria mais validade a partir de 2026.
Na ocasião, o conglomerado vendeu a participação de 65% das ações do clube indiano para os próprios fundadores da equipe, devido às incertezas estruturais e financeiras da Superliga Indiana, que não decolou.
Já o segundo caso é o próprio Yokohama F. Marinos. O Grupo City tinha uma participação minoritária (20%) na equipe japonesa e optou por vender as ações para a Nissan, montadora que é já foi parceira estratégica do próprio Grupo.
Mesmo com uma participação minoritária, o Grupo City oferecia acesso à tecnológicas e metodologias que clubes com maior participação possuem, como é o caso do Bahia.
Além disso, o Yokohama F. Marinos recebeu o Manchester City para amistoso em algumas oportunidades ao longo dos últimos anos, o que comprovava sua importância dentro do conglomerado mesmo com uma participação societária pequena.
Bahia deve se preocupar com esses casos?
A situação do Bahia dentro do Grupo City é completamente diferente. Primeiramente, o CFG detém 90% das ações da SAF tricolor e vai adquirir em breve mais 5%.
Outro ponto a ser considerado é de que o Esquadrão é o segundo clube da engrenagem do Grupo, atrás somente do Manchester City.
Além disso, a construção do CFA Bahia, novo centro de treinamento de nível mundial, é mais um fator que aponta para o interesse de longo prazo do Grupo City no Esquadrão.
A posição do Bahia como segundo clube do conglomerado é assegurada através de contrato, conforme afirmação feita pelo ex-presidente Guilherme Bellintani. O Tricolor precisa ter o segundo maior orçamento do Grupo para a temporada, mesmo caso o Girona esteja bem posicionado na Liga Espanhola – o que não é o caso após rebaixamento recente.
Além disso, como detalhado anteriormente, as situações de Mumbai City e Yokohama F. Marinos são completamente diferentes entre elas e, principalmente, na comparação com a compra das ações do Bahia SAF.
No caso da equipe indiana, o Grupo City optou por sair de um mercado que não conseguiu estruturar uma liga competitiva e que, portanto, deixou de fazer sentido esportivamente, além do aspecto financeiro.
Já no caso do clube japonês, tratava-se de uma participação minoritária e que, sob o ponto de vista do CFG, havia atingido o máximo.

