Política

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou, em entrevista a um influenciador americano, que não teme ser expulso dos Estados Unidos após a vitória dos democratas. Ele afirmou que sua situação é legal e que o Congresso americano não pode revogar vistos. A declaração ocorre após condenação pelo STF e investigações sobre repasses financeiros.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em entrevista ao influenciador americano Joey Mannarino, que não teme ser expulso dos Estados Unidos após a vitória dos democratas nas eleições legislativas. A declaração foi dada em conversa divulgada recentemente, na qual o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que sua permanência no país é legal e que o Congresso americano não tem poder para revogar vistos ou cidadanias.

“Eles [democratas] vão tentar [questionar minha estadia], mas pela Constituição, pela lei americana, não cabe ao Congresso revogar vistos ou cidadanias. Portanto, não estou com medo quanto a isso. Minha situação é 100% legal”, declarou Eduardo. A fala foi reproduzida em trechos da entrevista.

Perseguição política e comparações internacionais

Durante a conversa, Eduardo Bolsonaro sustentou que a discussão sobre o acolhimento de pessoas “perseguidas” não deveria ser tratada sob a ótica de disputa entre direita e esquerda. Ele comparou a situação com mulheres que precisam fugir do regime iraniano para escapar de represálias e risco de morte.

“Não é justo mandar esse tipo de pessoa de volta para uma ditadura. Estou falando de Teerã. Poderia falar aqui sobre a Venezuela, assim como estamos falando agora sobre o Brasil”, acrescentou o “filho 02” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração sugere que ele se vê como alvo de perseguição política no Brasil.

Condenação pelo STF e acusações

Em julho deste ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão pelo suposto crime de coação no curso do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou o ex-deputado de articular sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo Trump.

A condenação ainda cabe recurso. Eduardo nega as acusações e afirma que sua atuação foi legítima. A decisão do STF é um dos pontos centrais da narrativa de perseguição política citada por ele na entrevista.

Investigação sobre repasses financeiros

O senador confirmou a solicitação de apoio financeiro, mas negou irregularidades. Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido repassados para a produção. O inquérito foi aberto em julho, a pedido da Polícia Federal (PF) e com parecer favorável da PGR.

As investigações apuram se houve desvio de recursos ou uso indevido de verba pública. Eduardo Bolsonaro não é formalmente acusado nesse caso, mas o tema reforça o clima de pressão jurídica sobre a família Bolsonaro.

Contexto político nos EUA

A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a permanência de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em território americano. Eduardo Bolsonaro reside nos EUA desde 2023 e tem atuado como articulador político da direita brasileira no exterior.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o processo de revogação de visto é complexo e envolve o Poder Executivo, não o Legislativo. A fonte não detalhou os trâmites específicos para o caso de Eduardo.

Próximos passos

Eduardo Bolsonaro deve continuar nos Estados Unidos enquanto sua situação jurídica no Brasil segue em discussão. A defesa do ex-deputado não se manifestou sobre a entrevista. O Portal Boca no Trombone segue acompanhando os desdobramentos do caso e trará novas informações assim que disponíveis.

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Créditos Autor: Redação BnT
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