O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que as forças americanas realizaram novos bombardeios contra alvos militares do Irã neste sábado (27), no Estreito de Ormuz. A operação foi ordenada pelo presidente Donald Trump após novos ataques iranianos.
Os alvos atingidos pelos aviões militares dos EUA incluíram sistemas de defesa aérea entre outras estruturas, conforme informado em nota oficial pelas forças armadas americanas.
— Aviões militares dos EUA alvejaram a infraestrutura de vigilância militar iraniana, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e capacidades de lançamento de minas — disse o documento.
Segundo os EUA, as ações ocorreram porque o Irã violou o acordo de cessar-fogo vigente. Na manhã deste sábado, um drone iraniano teria atacado o navio-tanque de bandeira panamenha M/T Kiku, que transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto perto do estreito.
Esse ataque ao navio M/T Kiku seguiu-se a outra ofensiva contra a embarcação M/V Ever Lovely na quinta-feira (25). Por causa desse primeiro incidente, os militares dos Estados Unidos já haviam realizado uma rodada anterior de bombardeios na sexta-feira (26).
A escalada interrompe a trégua e o acordo de 14 pontos firmado entre as nações no dia 17 de junho. O documento previa o fim das operações militares, o respeito à soberania, a reabertura do Estreito de Ormuz e as bases para o início de negociações de paz definitivas.
O fechamento do canal afeta o comércio global, pois a rota é o caminho de até 25% do petróleo mundial. Diante do cenário de hostilidades, a Organização Marítima Internacional suspendeu temporariamente a retirada de 11 mil marinheiros retidos no local desde fevereiro.
Apesar dos confrontos recentes, o Comando Central norte-americano declarou que o trânsito de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz ainda continua. O órgão informou que as tropas americanas seguem em estado de prontidão e vigilância na região petrolífera.
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