Órgão regulador prorroga boletim de segurança até julho e aponta que ambiente segue hostil, apesar da trégua na região

A EASA (Agência Europeia para a Segurança da Aviação) recomendou nesta 4ª feira (24.jun.2026) que as companhias aéreas continuem a evitar os espaços aéreos do Irã, do Iraque e do Líbano. De acordo com o órgão regulador da União Europeia, os operadores devem manter um estado de cautela em toda a região, sob a justificativa de que violações de segurança e episódios hostis ainda são possíveis no curto prazo.

A diretriz consta na revisão do CZIB (Boletim Informativo de Zona de Conflito, na sigla em inglês) nº 2026-03-R13. Com a decisão, a agência estendeu formalmente a validade das recomendações restritivas até 1º de julho de 2026. A manutenção do alerta ocorre mesmo após a formalização de um acordo diplomático firmado recentemente entre os governos de Washington e de Teerã.

ERROS DE IDENTIFICAÇÃO

O conflito na região escalou em 28 de fevereiro de 2026, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques militares contra alvos em território iraniano, gerando uma contraofensiva de Teerã. Embora um cessar-fogo temporário tenha sido acordado e posteriormente estendido por mais 60 dias no memorando de entendimento assinado em 17 de junho, a agência entende que o ambiente permanece de “tensão elevada”.

O relatório detalha os principais fatores de risco para a aviação civil na região:

  • defesa aérea do Irã: Por causa do potencial para novas ações militares, as forças de defesa aérea iranianas mantêm nível máximo de alerta nacional, o que eleva a probabilidade de erros de identificação de aeronaves comerciais no espaço aéreo do país.
  • ataques recorrentes no Iraque: O espaço aéreo iraquiano continua vulnerável devido a bombardeios iranianos reativos e à atuação de grupos militantes apoiados pelo Irã.
  • vulnerabilidade em solo: A agência alertou que as medidas de contingência em voo são menos eficazes para proteger a infraestrutura em terra, orientando que as aéreas avaliem o risco de ataques contra aeroportos e instalações aeroportuárias na região.

RISCOS DE TRÁFEGO NO LÍBANO

A EASA também destacou que a trégua entre Israel e as forças do Hezbollah no Líbano é “frágil”. O boletim aponta que o governo libanês adota ações limitadas na gestão de riscos de seu espaço aéreo, o que resulta em um cenário de alto risco para aviões civis em todas as altitudes e níveis de voo em Beirute.

Diante do monitoramento, a agência determinou que os operadores sob regulação europeia e empresas de países autorizados pela EASA sigam recomendações divididas por áreas de impacto:

  1. Proibição total: Não operar sob nenhuma hipótese ou altitude nos espaços aéreos do Irã, Iraque e Líbano.
  2. Vigilância redobrada: Exercer cautela e preparar planos de contingência de curto prazo ao cruzar os espaços aéreos de Bahrein, Kuwait, Israel, Jordânia, Qatar, Omã, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O órgão regulador europeu relembrou ainda que seguem vigentes, sem prazo de interrupção, os boletins que instruem restrição total aos voos comerciais civis sobre os territórios da Síria e do Iêmen.

Créditos Autor: Poder360 ·
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