O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL (PL-RJ), deve embarcar no domingo,(28) para Buenos Aires, onde participará de uma conferência promovida pela Fundação Aliados de Israel. A agenda internacional inclui também encontros políticos e articulações com lideranças da direita latino-americana.
Segundo aliados, o principal objetivo da viagem é ampliar o diálogo com o presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o avanço de governos de perfil conservador na América do Sul. O movimento ocorre em meio à estratégia do parlamentar de consolidar sua pré-campanha com foco em temas como segurança pública e alinhamento internacional com lideranças de direita.
Flávio pretende usar como referência o que aliados chamam de “onda azul” na região, citando vitórias recentes de lideranças de direita em países como Colômbia e Peru. O discurso deve ser incorporado à narrativa política do senador como exemplo de mudança de ciclo político no continente.
A avaliação dentro do entorno do pré-candidato é de que a América do Sul vive uma reorganização ideológica, com governos conservadores já consolidados em países como Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia e Equador. A comparação entre essas gestões e o governo do presidente Lula da Silva (PT) também deve aparecer nas conversas e discursos durante o evento.
Outro ponto da agenda deve ser o chamado “Escudo das Américas”, iniciativa associada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que propõe uma cooperação militar entre países latino-americanos para ações de combate ao narcotráfico, ao crime organizado e à imigração irregular.
O tema da segurança pública, inclusive, é tratado como central na estratégia política do senador, que busca fortalecer o discurso de endurecimento contra facções criminosas. Após encontros recentes de integrantes do grupo político com lideranças norte-americanas, os Estados Unidos passaram a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas.
Pesquisas recentes indicam que parte significativa da população brasileira apoia esse tipo de classificação, embora haja resistência a qualquer tipo de ação estrangeira em território nacional sem autorização do governo brasileiro.
Durante o evento em Buenos Aires, Flávio também deve reforçar críticas à política externa do governo Lula em relação a Israel, buscando ampliar sua base de apoio entre setores conservadores e religiosos.
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