“Flávio Bolsonaro é tocar fogo no país ano que vem”, assim definiu o ex-ministro e líder do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, sobre uma possível derrota de Lula no segundo turno das eleições. Ele estava no Palácio de Ondina, em Salvador, para acompanhar a apuração dos votos na noite do último domingo, 04.
Forte aliado do PT na Bahia, um dos caciques do MDB avaliou a possibilidade do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro chegar ao Palácio do Planalto, demonstrando apreensão.
“Flávio Bolsonaro é tocar fogo no país ano que vem. Eu acho que isso ninguém quer, nem o empresariado nem a população”, declarou Geddel.
Contudo, Geddel projetou uma campanha segura no segundo turno das eleições, com o embate direto entre os candidatos e a possibilidade do eleitor notar as grandes diferenças políticas entre eles.
“Agora num confronto de dois, vai ficar muito bem definido as diferenças de projetos e programas e, sobretudo, pessoais. Não dá para comparar o perfil democrático, gerencial, de experiência de Lula e do Flávio Bolsonaro. A minha perspectiva é que a gente vai para cima no segundo turno para ganhar a eleição”, afirmou.
Com relação ao desempenho do MDB nas urnas, o líder do partido na Bahia demonstrou não estar satisfeito com os resultados da sigla para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e o Congresso Nacional, principalmente na Câmara dos Deputados.
“Eu lamento que tenha havido, no caso da Bahia, tanto para o Estadual como Federal, uma quebra nas expectativas. Não dos nossos fundadores, no caso do Jair e do Ricardo Maia, mas outras expectativas que nós tínhamos, como a Lúcia Rocha em Conquista, o rapaz de Barreiras… foi frustrado e a gente termina tendo uma bancada menor que a gente esperava”, concluiu.
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