Invasor do CMEI São Braz tinha ligação com Mallet e já teria manifestado intenção de atacar uma escola do município em 2025.
O invasor do CMEI São Braz, em Curitiba, que manteve 13 crianças reféns nesta sexta-feira (9), tinha ligação com o município de Mallet, no Centro-Sul do Paraná, e já teria manifestado, em 2025, a intenção de atacar uma escola da cidade. O homem morreu durante uma intervenção do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
A informação foi divulgada pela CBN Curitiba, que teve acesso a um boletim de ocorrência registrado em setembro de 2025 em Mallet. Segundo a emissora, o documento menciona que o mesmo homem teria manifestado intenção de realizar um ataque contra o Colégio Estadual Nicolau Copérnico, localizado no município.
O boletim estava relacionado inicialmente a uma denúncia de possível violência doméstica envolvendo a mãe do homem. Conforme as informações divulgadas pela CBN, quando os policiais foram até o endereço, mãe e filho teriam negado a ocorrência de agressões.
Apesar da relação apontada com Mallet, até a noite desta sexta-feira as autoridades ainda não haviam divulgado publicamente a identidade civil do homem.
Invasão deixou 13 crianças reféns
O caso começou durante a tarde no Centro Municipal de Educação Infantil São Braz, no bairro de mesmo nome, em Curitiba. O homem entrou na unidade e manteve 13 crianças, com idades em torno de 4 e 5 anos, dentro de uma sala.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Militar, o invasor estava com uma faca e um simulacro de arma de fogo. Ele também espalhou produto inflamável pelo ambiente e ameaçava provocar um incêndio.
Equipes especializadas do Bope foram mobilizadas e iniciaram uma negociação que se estendeu por horas.
Durante a ocorrência, de acordo com relatos das autoridades reproduzidos pela imprensa, o homem apresentava comportamento desorganizado e as equipes não conseguiam estabelecer com clareza qual seria a motivação para a invasão.
A Polícia Militar também informou que havia identificado um histórico de esquizofrenia. A informação sobre a condição de saúde, porém, não estabelece por si só uma relação de causa com a invasão, cuja motivação continua sendo investigada.
Bope realizou intervenção
Com o agravamento da situação e o aumento do risco para as crianças, o Bope decidiu fazer uma entrada tática no CMEI.
Segundo informações divulgadas após a ocorrência, o homem passou a agir de maneira mais agressiva e chegou a segurar uma das crianças durante a intervenção. Ele foi atingido pelos policiais e morreu no local.
As 13 crianças foram retiradas com vida. Cinco delas foram encaminhadas para avaliação médica após o resgate. Informações iniciais apontaram que não houve ferimentos graves entre os alunos.
A Prefeitura de Curitiba mobilizou equipes para prestar atendimento médico e psicológico às crianças, familiares e profissionais da unidade.
Carta será analisada
Durante os trabalhos realizados no CMEI São Braz, as autoridades também localizaram uma carta que teria sido deixada pelo invasor. O documento foi recolhido e deverá fazer parte da investigação sobre o episódio.
A análise do material poderá auxiliar a polícia a esclarecer a motivação da invasão e reconstruir os acontecimentos que antecederam o ataque.
O boletim de ocorrência localizado em Mallet também deve ser considerado durante a apuração, especialmente diante da informação de que, aproximadamente um ano antes do caso em Curitiba, o homem já teria mencionado a possibilidade de atacar outra instituição de ensino.
As circunstâncias completas do caso continuam sendo investigadas.
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Créditos Autor: Fabiano Blageski
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