Operação, prevista para fevereiro de 2027, foi motivada por teste que identificou elementos usados em baterias no fundo do mar

O Japão planeja realizar um teste de grande escala para mineração de terras-raras no fundo do mar em fevereiro de 2027. Segundo a Jamstec (Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre), a operação será o 2º passo do projeto para industrializar a produção nacional de terras raras no país até março de 2028.

Sem grandes reservas do material em seu território, o Japão tem se voltado para o oceano em busca de novos volumes de terras-raras que viabilizem a construção de uma cadeia de refino própria. Até o momento, os resultados têm sido promissores: em comunicado publicado na 6ª feira (24.jul.2026), a Jamstec informou que um teste em menor escala realizado no início do ano teve sucesso em minerar terras-raras do fundo do mar. Eis a íntegra (PDF – 2 MB, em inglês).

Essa 1ª operação consistiu no uso de um navio-plataforma da indústria petrolífera para remoção de lodo com sedimentos de elementos de terras-raras a uma profundidade de quase 6.000 metros. É como uma extração de petróleo, mas focada na busca pelos minerais que vêm na forma de lama.

Segundo a agência japonesa, a quantidade de lama rica em elementos de terras-raras a ser escavada foi estimada em cerca de 50 toneladas depois da remoção da água do mar adicionada durante o processo de separação das partículas.

A análise da lama recuperada revelou que 54% do conteúdo total consistia em terras-raras dos tipos médio e pesado, como ítrio, gadolínio e disprósio. Esses elementos são utilizados na produção de baterias, semicondutores e na indústria de defesa.

O 1º teste foi realizado em águas próximas da ilha de Minamitorishima, o território mais isolado do Japão –fica a cerca de 1.850 km a leste da capital, Tóquio. O próximo teste também está programado para essa região.

Na imagem, modelo do teste de extração de terras-raras em águas profundas

Créditos Autor: Poder360 · Eric Napoli
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