Luan Araújo foi condenado por difamação; pena foi convertida em prisão em regime aberto depois do não pagamento de multa
O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo, condenado por difamação contra a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi publicada na 2ª feira (1º.jun.2026). Eis a íntegra (29,3 KB).
Araújo foi perseguido em 2022 por Zambelli, que apontou uma arma de fogo para o jornalista. Ele foi condenado por difamação depois de publicar um texto com críticas à então congressista.
O juiz José Fernando Steinberg decidiu pela prisão de Araújo, pois o jornalista não fez o pagamento da multa imposta na sua condenação.
Em seu perfil no Instagram, Araújo disse considerar a condenação injusta e declarou não ter dinheiro para pagar o valor.
“Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela. Eu me considero uma pessoa espiritualizada, que confia que a justiça divina vai acontecer. Mas têm certas coisas que me deixam desesperançoso”, afirmou.
Eis o pronunciamento de Luan:
📹#vídeo Justiça manda prender jornalista perseguido por Zambelli em 2022
⚖️O juiz José Fernando Steinberg, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, condenado por difamar a ex-deputada federal Carla Zambelli.… pic.twitter.com/L3MVQEZaFc
— Poder360 (@Poder360) June 5, 2026
PERSEGUIÇÃO E CONDENAÇÃO
O jornalista foi condenado em junho de 2024. Na época, recebeu a pena de 8 meses em regime aberto, que foi convertida depois em serviços comunitários.
Antes das eleições de 2022, Zambelli perseguiu o jornalista, um homem negro, com uma arma em São Paulo.
Depois do episódio, Araújo publicou o texto “Perca ou não o mandato, o mal que Zambelli me fez segue impune” no site DCM (Diário do Centro do Mundo).
No texto, o jornalista diz que a ex-deputada “segue com uma seita de doentes de extrema direita que a seguem incondicionalmente e segue cometendo atrocidades atrás de atrocidades”. Zambelli processou Araújo e o texto foi retirado do ar.
“Para mim, um homem preto, pobre e com problemas enormes, aquele dia não acabou. Ele faz questão de durar dias e mais dias até hoje. De uma forma cruel. Para ela, uma mulher branca com conexões com pessoas poderosas, foi apenas mais um espaço para fazer o picadeiro clássico de uma extrema direita mesquinha, maldosa e mercadora da morte”, escreveu.
O Poder360 procurou Carla Zambelli por meio de mensagem no WhatsApp e telefone para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do caso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.
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