Um líder religioso foi preso preventivamente nesta sexta-feira (6), no bairro Contorno, em Ponta Grossa, suspeito de cometer crimes sexuais contra uma adolescente. De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o investigado teria utilizado ameaças, pressão psicológica e argumentos religiosos para intimidar a vítima e facilitar os abusos.

A prisão foi realizada pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), após uma investigação iniciada a partir de uma denúncia apresentada pela família da adolescente.

Suspeito teria usado a religião para intimidar a vítima

Conforme as informações levantadas pela Polícia Civil, o homem, que atuava como pai de santo, teria se aproveitado de sua posição de liderança religiosa para conquistar a confiança da adolescente e exercer controle psicológico sobre ela.

O investigado afirmava que a jovem precisava comparecer ao terreiro por supostamente receber chamados espirituais. Durante esses encontros, segundo a investigação, ele alegava estar incorporando entidades para justificar os atos de natureza sexual.

A polícia também apurou que o suspeito teria feito ameaças de morte contra familiares da adolescente, buscando impedir que ela resistisse às suas determinações.

Em uma das situações investigadas, o homem ainda teria oferecido bebida alcoólica à vítima, com o objetivo de reduzir sua capacidade de reação.

Justiça autorizou prisão preventiva

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, responsável pelo Nucria de Ponta Grossa, solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado.

O pedido foi autorizado e a ordem judicial cumprida nesta sexta-feira (6). Após os procedimentos na delegacia, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.

Ele é investigado pelos crimes de violação sexual mediante fraude e fornecimento de bebida alcoólica a adolescente.

Polícia busca identificar possíveis outras vítimas

Segundo a delegada responsável pelo caso, as investigações apontam que o suspeito teria explorado o medo relacionado a questões espirituais para intimidar a adolescente e seus familiares.

A Polícia Civil considera a prisão preventiva uma medida importante para proteger a vítima, preservar a segurança das testemunhas e evitar possíveis novas ocorrências.

O Nucria também busca identificar outras pessoas que eventualmente tenham passado por situações semelhantes envolvendo o investigado.

A orientação é para que possíveis vítimas ou pessoas que possuam informações relevantes procurem a unidade especializada da Polícia Civil em Ponta Grossa.

O caso segue sob investigação, e a identidade da adolescente será preservada, conforme a legislação de proteção à criança e ao adolescente.

Créditos Autor: Matheus Leônidas
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