Encontro entre Lula e Donald Trump na Malásia – Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao The Washington Post, que uma boa relação pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ajudar a evitar a imposição de novas tarifas ao Brasil e fortalecer a relação entre os dois países. Segundo Lula, divergências políticas não impedem o diálogo institucional entre os chefes de Estado.

“Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, disse o presidente. Lula também declarou que suas divergências políticas com Trump não interferem na relação institucional entre os dois governos. “O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui”, afirmou.

A entrevista foi publicada em inglês e a Secretaria de Comunicação da Presidência não divulgou o material original da fala de Lula. Segundo a reportagem, o presidente avalia que uma relação cordial com Trump pode contribuir para atrair investimentos dos Estados Unidos e garantir respeito à democracia brasileira. Ainda assim, Lula reforçou que não pretende se curvar às determinações norte-americanas.

O jornal classificou a postura de Lula como uma “mudança drástica” em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que mantinha alinhamento ideológico com Trump. Sobre o tema, Lula afirmou: “Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Isso é problema dele”. O presidente ainda acrescentou: “Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso”.

Lula também defendeu que os Estados Unidos tratem a América Latina como parceira e não como alvo, além de citar a necessidade de retirada de sanções a países como Cuba e mudanças na política norte-americana em relação à Venezuela. Ao comentar a relação comercial com a China, afirmou que o comércio brasileiro com o país asiático é o dobro do realizado com os Estados Unidos. “Se os Estados Unidos quiserem passar para a frente da fila”, declarou, “ótimo. Mas eles precisam querer isso.”

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