O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, nesta segunda-feira (20), com o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz. Além da visita oficial ao país europeu, Lula discursou na abertura da maior feira industrial do mundo, a Hannover Messe, que destaca o Brasil.
Após uma reunião bilateral, Lula e Merz concederam uma entrevista à imprensa e comentaram a situação de incerteza global em meio a guerra no Oriente Médio. Na ocasião, Lula voltou a dizer que o atual conflito não tem justificativa e criticou o que chamou de omissão da Organização das Nações Unidas (ONU).
“A prevalência das forças sobre o direito é a mais grave ameaça à paz e à segurança internacional. Estamos profundamente preocupados com os riscos da retomada do conflito no Irã e da escalada no Líbano. A sobrevivência do Estado Palestino e do seu povo segue ameaçada”, afirmou.
Além disso, o presidente brasileiro citou o conflito na Ucrânia, onde “a almejada paz permanece cada vez mais distante”.
“Entre a ação dos que provocam guerra e a omissão dos que preferem se calar, a ONU está mais uma vez paralisada. Brasil e Alemanha defendem há décadas uma reforma que recupere a legitimidade do Conselho de Segurança”, pontuou o presidente brasileiro.
Após questionamentos, o chanceler alemão afirmou que pediu uma reunião extraordinária nas Nações Unidas para conversar sobre possíveis medidas. Ele também lamentou o novo fechamento do Estreito de Ormuz.
“A reabertura do Estreito de Ormuz tinha sido anunciada e feita, e depois fecharam de novo. Por isso, os preços [do petróleo] aumentaram de novo. Nosso apelo vai para o Irã, de cessar-fogo. Nosso apelo vai também para os EUA para que procurem soluções diplomáticas. As implicações e consequências da guerra não atingem apenas o Oriente Médio, mas pode levar a uma desestabilização política”, afirmou Friedrich Merz.
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