O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira 2 que a família Bolsonaro agiu novamente contra o Pix, após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sugerir a aplicação de um tarifaço de 25% sobre a importação de mercadorias brasileiras. A palavra final cabe ao presidente Donald Trump.
Durigan disse que a decisão da Casa Branca de designar como terroristas as facções criminosas PCC e Comando Vermelho já tinha o potencial de provocar prejuízos ao sistema financeiro, inclusive a bancos, fintechs e Pix.
“Mais uma vez a família Bolsonaro faz um movimento contrário ao Pix”, reagiu o chefe da equipe econômica. “Interesses privados se sentem contrariados com a universalização de um meio de pagamento muito democrático. O Pix, como esse símbolo maior da nossa soberania financeira, será protegido pelo governo do presidente Lula e não está em nenhum momento para debate.”
O anúncio do USTR ocorre uma semana depois de Flávio Bolsonaro (PL) se reunir com Trump na Casa Branca. O Escritório, comandado pelo embaixador Jamieson Greer, alega que o Brasil prejudica “injustamente” empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos por meio de políticas de favorecimento ao Pix. É uma referência, por exemplo, às bandeiras de cartão de crédito dos Estados Unidos.
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