As manchas clareiam após o tratamento, mas, algum tempo depois, voltam a aparecer. Essa é uma das principais características do melasma, condição que afeta milhões de pessoas e ainda gera dúvidas entre os pacientes. Embora os tratamentos consigam reduzir a pigmentação, controlar a doença exige cuidados contínuos.
Durante muitos anos, acreditava-se que o melasma era causado apenas pela exposição ao sol. Hoje, porém, a medicina reconhece que a doença envolve diversos fatores, como predisposição genética, alterações hormonais, inflamação e estímulos ambientais, que favorecem o surgimento e a recorrência das manchas.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) classifica o melasma como uma doença crônica que provoca manchas acastanhadas, principalmente no rosto, mas também pode atingir regiões como colo, pescoço e braços. A condição é mais frequente em mulheres e costuma aparecer durante a vida adulta, afetando diretamente a autoestima e a qualidade de vida.
“O melasma deixou de ser visto como uma simples alteração de pigmentação. Clarear a mancha é apenas uma parte do tratamento. O grande desafio é controlar os mecanismos que favorecem seu reaparecimento“, explica a dermatologista Mônica Felici, especialista em dermatologia regenerativa integrativa.
O que é o melasma?
O melasma surge quando a pele produz melanina em excesso, pigmento responsável por sua coloração, pigmento responsável pela cor da pele. Esse excesso provoca manchas escuras de formatos irregulares, principalmente em áreas mais expostas à luz.
Embora qualquer pessoa possa desenvolver a condição, ela acomete principalmente mulheres entre 25 e 50 anos, especialmente naquelas com pele morena ou negra. Além disso, fatores como histórico familiar, gravidez, uso de anticoncepcionais e terapias hormonais aumentam o risco de desenvolver a doença.
Por que as manchas sempre voltam?
Ao contrário do que muitos imaginam, o desaparecimento das manchas não significa que o melasma foi curado. Como se trata de uma doença crônica, os mecanismos que estimulam a produção de melanina continuam ativos e voltam a agir diante de fatores como sol, calor e alterações hormonais.
Por isso, mesmo após um tratamento bem-sucedido, as manchas podem reaparecer quando a pele é exposta aos fatores que favorecem a doença.
Segundo Mônica Felici, essa é uma das maiores dificuldades no tratamento do melasma.
“Sem dúvida, a fotoproteção é indispensável, mas ela, isoladamente, dificilmente consegue controlar o melasma. Existem pacientes que utilizam corretamente o protetor solar e, ainda assim, apresentam recorrências. Isso acontece porque diferentes fatores continuam estimulando a produção de pigmento.”
Quais fatores favorecem a recorrência?
Embora a radiação solar continue sendo um dos principais gatilhos, ela não é a única responsável pelo reaparecimento das manchas.
O calor intenso, a luz visível do sol e das telaseletrônicas, as alterações hormonais, a predisposição genética e processos inflamatórios da pele também podem estimular a produção de melanina.
Essa combinação explica por que algumas pessoas continuam apresentando novas manchas mesmo mantendo hábitos de proteção solar.
Além disso, cada paciente apresenta características próprias, o que faz com que a evolução da doença seja diferente de uma pessoa para outra.
Como controlar o melasma?
Atualmente, não existe cura definitiva para o melasma, mas é possível controlar a doença e reduzir a frequência das recorrências.
O tratamento costuma incluir o uso diário de protetor solar de amplo espectro, preferência por produtos com cor para proteção contra a luz visível quando indicados pelo dermatologista, além de ativos despigmentantes e procedimentos realizados em consultório, conforme a necessidade de cada paciente.
Os dermatologistas recomendam evitar exposição prolongada ao sol e ao calor intenso, utilizar chapéus e seguir corretamente o tratamento prescrito, mesmo após a melhora das manchas.
Para a especialista, a individualização é um dos fatores que contribuem para resultados mais duradouros.
“Não existe uma fórmula única para tratar o melasma. Cada paciente apresenta fatores diferentes envolvidos na doença. Quanto mais individualizada for a estratégia, maiores são as chances de controlar as recorrências e alcançar resultados mais duradouros.”
Quando procurar um dermatologista?
O surgimento de manchas escuras persistentes, principalmente no rosto, merece avaliação médica, o dermatologista pode confirmar o diagnóstico, descartar outras doenças que causam manchas e definir o tratamento mais adequado o diagnóstico, descartar outras doenças que causam alterações na pigmentação da pele e indicar o tratamento mais adequado para controlar o melasma e prevenir o reaparecimento das manchas.
Créditos Autor: Isabela
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