SECOM BA_VACINAÇÃO 2026

O advogado-geral da União, Jorge Messias, não deve encaminhar ao Supremo Tribunal Federal o pedido da Polícia Federal para investigar uma possível interferência do ministro André Mendonça nas investigações do caso que apura supostas fraudes do INSS.

No início do mês, a corporação acionou a AGU depois de o ministro determinar o envio imediato de todas as informações disponíveis sobre o caso a seu gabinete e exigir ser informado sobre qualquer alteração na equipe investigadora.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, acredita que o juiz tenta interferir no trabalho da corporação. A interlocutores, ele rejeita as suspeitas de que uma ‘ala bolsonarista’ da PF esteja por trás dos vazamentos sobre Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Pelo contrário, Andrei desconfia que os vazamentos estejam ocorrendo a partir do gabinete de Mendonça. Interlocutores do ministro, por sua vez, dizem que o problema foi pontual e minimizam as preocupações da PF.

Para Messias, a queda de braço entre a PF e Mendonça seria estritamente política. Por ora, a AGU atua na tentativa de desarmar a crise, sem a necessidade de formalizar uma reclamação contra um magistrado da Suprema Corte.

O chefe da AGU também pondera que uma representação contra Mendonça, a apurar uma possível extrapolação de suas atribuições de juiz, poderia abrir espaço para que as defesas dos investigados questionassem a validade das provas obtidas, inclusive em outros processos que tramitam sob relatoria de Mendonça, como o do Banco Master.

Após um encontro realizado há algumas semanas entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima, ficou definido que ocorreriam reuniões entre as equipes do gabinete de Mendonça e da corporação que atuam no caso, com o objetivo de melhorar o fluxo de trabalho, o que vem ocorrendo.

Créditos Autor: Maiara Marinho
Créditos Imagens: Reprodução Internet

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