A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) voltou a atuar diretamente na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e convocou as lideranças femininas do partido para uma mobilização nacional em torno da candidatura do senador.
Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (9), Michelle chamou as dirigentes estaduais do PL Mulher e as eleitoras ligadas ao movimento de “Exército Rosa” e pediu apoio para a candidatura do enteado. A iniciativa ocorre após meses de afastamento público entre os dois e depois de Michelle deixar a presidência nacional do PL Mulher.
“Eu convoco vocês e todas as mulheres de bem da nossa nação para apoiarmos Flávio Bolsonaro como próximo presidente do Brasil”, afirmou Michelle na gravação.
A estratégia prevê uma sequência de três vídeos com manifestações de lideranças femininas de diferentes estados. No primeiro, dirigentes do PL Mulher do Ceará, São Paulo, Maranhão, Amazonas, Piauí, Paraná e Pará aparecem declarando apoio ao candidato. Segundo o Metrópoles, outras lideranças estaduais deverão participar das próximas gravações.
Assista:
Movimento busca ampliar presença entre eleitoras
A participação de Michelle ocorre em um momento em que a campanha de Flávio procura aumentar sua presença entre as mulheres, segmento considerado estratégico na disputa presidencial.
No fim de agosto, o candidato já havia direcionado parte de suas inserções no rádio ao eleitorado feminino. Em duas propagandas, mencionou a esposa, Fernanda, e as filhas, numa tentativa de aproximar sua imagem das eleitoras.
Pesquisas recentes mostram uma disputa nacional apertada. Levantamento Meio/Ideia divulgado nesta quarta-feira aponta Lula com 38,4% e Flávio com 37,3% no primeiro turno, enquanto os dois aparecem empatados em 46% em uma simulação de segundo turno. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre 4 e 7 de setembro e foi registrada no TSE sob o código BR-07935/2026.
Retorno após crise com Flávio
A nova atuação de Michelle representa uma mudança em relação ao período de tensão que marcou a relação entre os dois durante o primeiro semestre.
Em junho, ela publicou vídeos nos quais afirmou ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado durante uma discussão relacionada a decisões políticas do partido. Poucos dias depois, deixou a presidência do PL Mulher, alegando que precisava se dedicar aos cuidados do marido, Jair Bolsonaro.
Em julho, Flávio chegou a declarar publicamente que não mantinha mais relação com Michelle. Na ocasião, afirmou que os dois não tinham contato e que a situação familiar havia se deteriorado após os episódios ocorridos semanas antes.
Agora, porém, Michelle aparece novamente em uma ação coordenada de mobilização feminina em favor da candidatura presidencial.
Lideranças estaduais entram na campanha
Entre as dirigentes que participaram do primeiro vídeo está Priscila Costa, presidente do PL Mulher no Ceará. Também aparecem Rosana Valle, de São Paulo, Flávia Berther, do Maranhão, Selma Banes, do Amazonas, Victória, do Piauí, Carlise Kwitowski, do Paraná, e Geny Silva, do Pará.
A escolha das lideranças reforça o papel que a estrutura feminina do partido deverá desempenhar na reta final da campanha. Michelle comandou nacionalmente o PL Mulher por três anos e percorreu diferentes estados para fortalecer a organização feminina da legenda.
O próprio PL Mulher já havia destacado, durante a gestão de Michelle, a expansão da estrutura feminina e a formação de lideranças estaduais e municipais.
Michelle também disputa vaga ao Senado
Além de atuar na campanha presidencial, Michelle é candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta quarta-feira mostra a ex-primeira-dama com 26% das intenções de voto, à frente de Leila do Vôlei e Bia Kicis, que aparecem com 17% cada. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 4 e 8 de setembro e foi registrado no TSE sob o número DF-09600/2026.
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