Presente em Salvador, no Encontro de Inovação Aeroespacial, conhecido como INOVAERO, o ministro da Defesa, José Múcio, comentou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo Federal para as Defesas Armadas. O evento inédito ocorrido na tarde desta sexta-feira (12), é realizado pela Base Aérea de Salvador.
Em uma pergunta feita pela reportagem do Notícias da Bahia, o ministro do Governo Lula foi questionado sobre a impressão, passada para grande parcela da população, quanto a fragilidade das Forças Armadas do Brasil. Em sua resposta, Múcio disse que poderia haver um maior investimento na Defesa.
“As pessoas às vezes reclamam que eu falo muito das nossas preocupações, das nossas necessidades. Falam das forças armadas brasileiras, como se fosse uma orquestra com excelentes músicos e às vezes sem os instrumentos compatíveis com suas excelências. Precisava se investir mais. Nós temos tanta precariedade com outras áreas, educação, saúde, que é muito difícil para o governante”, inicia Múcio.
“Ele [presidente Lula] dá prioridade à defesa quando muitos dizem assim: ‘mas nós não temos conflitos’. Mas, temos conflitos internos, temos guerra com facções, enchente no sul, seca no norte, incêndio no centro-oeste. Nós temos batalhas que não são balas, são os nossos soldados que atuam nisso. Durante a enchente do Rio Grande do Sul, tinha 30 aviões da Força Aérea Brasileira, oito navios, 20 mil soldados do Exército. Isso é uma guerra”, ressalta.
Ministro deseja ver o Brasil exportando equipamento de defesa para melhorar economia
O ministro também foi questionado pela nossa reportagem quanto aos conflitos que envolvem os Estados Unidos, principalmente quanto ao desejo dos norte-americanos em obter as terras raras brasileiras.
Ele entende que atualmente não tem como o Brasil medir forças militares com os EUA, mas destacou que o país pode fortalecer sua economia, investindo mais em tecnologias militares para poder comercializar equipamentos de defesa para outros países.
“Eu quero copiar os Estados Unidos na estratégia de vender equipamento de defesa. Hoje nós somos 4% do PIB, já fomos três há pouco tempo, multiplicamos por quatro a nossa balança comercial na área de defesa, podemos multiplicar isso muito mais. Podemos ser exportadores de tecnologia, podemos gerar muito emprego”, destacou.
Para Múcio, a melhor defesa do Brasil é defender o povo brasileiro, garantindo a soberania do país.
“A parte de defesa hoje representa o quê? 4% do PIB, pode ir para 8%. O americano tem isso em 10%, tem muitos países europeus que investem em indústria de defesa sem irem para a guerra, a nossa defesa é defender o nosso território, as nossas riquezas, a nossa soberania e o nosso povo”, finalizou.
*Com informações da repórter Ádila Ribeiro
Créditos Autor: Douglas Santana
Créditos Imagens: Reprodução Internet

