Ministro que integrou tribunal entre 1984 até 2000 faleceu em Brasília; velório público será no edifício do Supremo no dia 27 de julho

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Luiz Octávio Gallotti morreu neste domingo (26.jul.2026) aos 95 anos, em Brasília. O velório será aberto ao público no Salão Branco do prédio do STF na manhã de 2ª feira (27.jul), das 10h às 16h. O enterro será realizado no Rio de Janeiro, na 3ª feira (28.jul).

Em nota, o presidente do STF, Edson Fachin, prestou condolências à família do ministro, que é pai da ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça. Fachin declarou que a trajetória de Octávio Gallotti deixou “marcas permanentes na construção da jurisprudência e no fortalecimento das instituições democráticas do país”.

O presidente da Corte ainda afirmou que o ministro atuou com independência e elevado senso de dever e que seu legado “transcende as decisões que proferiu, projetando-se na formação de gerações de juristas e na consolidação da confiança da sociedade no Poder Judiciário”.

Octávio Gallotti foi a indicação do presidente João Figueiredo, último mandatário da ditadura militar, em 1984. Em 2000, deixou a Corte depois de completar a idade máxima para aposentadoria compulsória à época (70 anos).

No STF, Gallotti acompanhou a implementação da Constituição de 1988, que concedeu novos poderes e atribuições à Corte constitucional. Ele presidiu o STF entre 1993 e 1995 e o Tribunal Superior Eleitoral em 1991.

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, disse que Gallotti “pautou sua atuação no Supremo Tribunal Federal com a defesa da Constituição e dos princípios democráticos”. “Sua passagem pelo STF honrou o Brasil. Envio meus mais sinceros sentimentos à família”, disse.

O vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes, prestou solidariedade à família e destacou que o ministro “honrou o STF e a sociedade brasileira, com competência, seriedade e, acima de tudo, com Justiça”.

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