O apresentador em entrevista no 5º Fórum Esfera afirmou que famílias queriam atalhos para ficar no programa eternamente

O  apresentador de televisão Luciano Huck disse neste sábado (23.mai.2026) que a ineficiência da gestão pública cria escassez de oportunidades para uma mobilidade social viável. Para ele, há falta de estímulos para uma família conseguir sair do programa Bolsa Família. Huck participou do 5º Fórum Esfera, promovido pelo Grupo Esfera, no Guarujá (SP). 

Ao mencionar a cidade Senhor do Bonfim (BA), com estimativa de mais de 13.000 famílias beneficiadas, o apresentador disse que “ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera nenhum estímulo para elas saírem. Na verdade, elas queriam um monte de atalhos para conseguir ficar no programa ad aeternum [para sempre]”.

Huck afirmou que a ineficiência da gestão pública é o maior fator da falta de oportunidades para a população. E que o empreendedorismo é visto como forma de escapar do “sofrimento.”

Welfare State

As ações que fazem parte do Estado de bem-estar social (o “welfare State”) do Brasil custariam, segundo estimativas, pelo menos R$ 441 bilhões em 2025. O dado é de levantamento do Poder360 com as principais iniciativas de transferência de renda dos governos federal e dos Estados e do Distrito Federal e dos gastos com assistência social nas 5.569 cidades brasileiras que têm prefeituras. 

O Bolsa Família é o maior dos programas atualmente vigentes. Atendia 18,9 milhões de famílias e 49,4 milhões de pessoas (considerando todos do núcleo familiar) em outubro de 2025.

A iniciativa do governo federal custou um recorde de R$ 168,2 bilhões em 2024. Em 2025, a estimativa era consumir um pouco menos do que isso: R$ 158,6 bilhões. Essa economia se deu a partir de um pente-fino que vem sendo feito para tirar, principalmente, pessoas que recebem o auxílio de forma indevida.

Não é possível estimar a quantidade de pessoas beneficiadas por programas sociais no Brasil. Isso porque as estatísticas de muitas das 5.569 cidades e dos 26 Estados e do Distrito Federal são ruins. As informações sobre esses gastos e seus beneficiários são quase sempre ocultas ou imprecisas. 

Sabe-se que os principais programas do governo federal (Bolsa Família, BPC e Pé-de-Meia) têm, somados, 29,4 milhões de beneficiários. O número nacional de beneficiados por assistência social, no entanto, é muito maior do que esse.

Créditos Autor: Poder360 ·
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