Equipamento será lançado em setembro a partir da Flórida e deve mapear grandes áreas do espaço com detalhamento inédito
A Nasa apresentou nessa 3ª feira (21.abr.2026) o telescópio espacial Roman, um novo observatório projetado para investigar planetas fora do sistema solar e buscar respostas para fenômenos ainda pouco compreendidos, como a matéria e a energia escuras.
O equipamento foi finalizado no centro Goddard, em Maryland, e será transportado para a Flórida, de onde deve ser lançado no início de setembro a bordo de um foguete da SpaceX. Segundo a agência espacial, o instrumento permitirá mapear grandes áreas do universo com um nível de detalhamento inédito.
Durante o anúncio, o diretor da Nasa, Jared Isaacman, afirmou para a AFP (Agence France-Presse) que o telescópio de última geração “proporcionará à Terra um novo atlas do universo“.
Batizado em homenagem à astrônoma Nancy Grace Roman, conhecida como “mãe do Hubble”, o projeto levou mais de uma década para ser desenvolvido e custou mais de US$ 4 bilhões. A expectativa é que o telescópio amplie o legado do Hubble Space Telescope, em operação há mais de 3 décadas.
Com campo de visão cerca de 100 vezes maior que o do Hubble, o Roman será posicionado a aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros da Terra, de onde fará varreduras extensas do céu. A capacidade de coleta de dados também deve ser significativamente superior.
“Ele nos enviará 11 terabytes de dados por dia, o que significa que, apenas em seu primeiro ano, terá nos fornecido mais dados do que o telescópio Hubble coletou ao longo de toda a sua vida útil“, explicou Mark Melton, engenheiro de sistemas do projeto, à AFP.
Entre os objetivos científicos, estão a identificação de novos planetas e a observação de fenômenos cósmicos em larga escala. Segundo Nicky Fox, chefe de atividades científicas da agência, o telescópio deve “descobrir dezenas de milhares de novos planetas” ou até mesmo “milhares de supernovas“.
Além disso, o Roman também será utilizado para estudar a matéria e a energia escuras, que, embora invisíveis, são consideradas componentes predominantes do universo.
“Se o Roman algum dia ganhar o Prêmio Nobel, provavelmente será por algo em que ainda nem sequer pensamos“, afirmou Mark Melton.
Créditos Autor: Poder360 ·
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