O técnico Rogério Ceni destacou a postura competitiva do Bahia no empate sem gols com o Fluminense, na noite desta quarta-feira (29), no Maracanã, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador avaliou o desempenho da equipe, lamentou os desfalques e ressaltou a evolução do time desde a intertemporada.
Para Ceni, o confronto foi equilibrado, principalmente na primeira etapa, quando o Esquadrão teve oportunidades para construir um resultado melhor. No segundo tempo, no entanto, o Bahia perdeu intensidade, enquanto o adversário cresceu na partida.
“Primeiro tempo bem equilibrado. Achei até que nós poderíamos ter feito mais no primeiro tempo, Fluminense não parecia estar conectado com o torcedor. E no segundo tempo quando começaram as trocas a gente caiu um pouco de produção, Fluminense foi melhor, a gente teve uma ou outra oportunidade, mas não soubemos distribuir melhor. Nós infelizmente tínhamos alguns lesionados, outros suspensos, relacionamos seis garotos de base, dos quais dois entraram. Tentamos nos manter no jogo e tivemos chance no contra-ataque, mas fizemos escolhas ruins.”
O treinador também fez questão de elogiar a atuação do zagueiro Marcos Victor, que recebeu uma oportunidade entre os titulares e foi um dos destaques da equipe. Ceni ressaltou a qualidade da concorrência no setor defensivo e afirmou que o defensor teve desempenho de alto nível.
“Os dois foram bem, a linha de defesa nos dois jogos foram muito bem. Mas para um jogador que não vinha jogando, fez uma partidaça. Se não fosse o Ronaldo, o melhor em campo, para mim seria o Marcos Victor. Jogou muito. É uma posição com concorrência, tem o David Duarte.”
Por fim, o comandante tricolor avaliou positivamente a evolução coletiva da equipe após a pausa no calendário. Segundo ele, a mudança no sistema de jogo tornou o Bahia mais competitivo e consistente defensivamente, embora tenha reforçado a necessidade de aumentar o aproveitamento de pontos para seguir na disputa por uma vaga na Libertadores.
“Como postura de time, a parada foi importante. A mudança de sistema do primeiro semestre para esse, é bem grande. É um time mais firme de marcação, mais competitivo, que se doa bastante. Cabe a nós elevar o padrão de todos nesse sentido. É um ponto que se você for avaliar, muito importante. Em matéria de doação, competitividade, estou satisfeito. Em pontuação, é 50%, para quem quer ir para Libertadores, isso não garante nada. Precisamos pontuar porque são muitos na briga.”
Com o empate, o Bahia chegou aos 32 pontos e ocupa a quinta colocação do Campeonato Brasileiro.
