O pré-candidato a deputado estadual Marinho Soares (PSB) criticou, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, o parecer de um procurador do Estado relacionado ao pedido de indenização pela morte de Davi Luiz de Jesus Ribeiro, de 11 anos, atingido durante uma operação policial em Salvador. Indignado, Marinho afirmou que o Estado deve indenizar e amparar a família da criança e classificou o documento como um “exemplo clássico de fascismo”.
Ao ler um trecho do parecer, Marinho destacou a passagem em que consta: “Mero dissabor, aborrecimento, mágoa, irritação ou sensibilidade acerbada estão fora da órbita moral”. Segundo o pré-candidato, o texto desconsidera a gravidade do caso. “Ele tá dizendo que a morte de uma criança negra dentro da sua casa, criança periférica, não passa de um mero dissabor, de uma irritação ou de uma sensibilidade acerbada e que isso não deve ser alcançado pelo dano moral”, afirmou.
Durante a manifestação, Marinho também relacionou o parecer à forma como o Estado trata a população negra e periférica. “Exemplo clássico de fascismo, onde a morte de uma criança negra simplesmente não tem nenhum valor para o Estado. Isso sim é fascismo. Até quando as nossas crianças negras, até quando a população negra, até quando a população periférica vai morrer em consequência da atuação do Estado e a Justiça vai dizer que não passa de um mero aborrecimento. O procurador escreveu isso”, declarou.
O caso citado pelo pré-candidato ocorreu na madrugada de 1º de maio, no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador. De acordo com a Polícia Civil, Davi Luiz de Jesus Ribeiro, de 11 anos, morreu após a casa onde estava ser invadida durante uma troca de tiros entre policiais militares e um grupo criminoso. A tia do garoto foi baleada no braço, chegou a ser internada no Hospital Geral do Estado (HGE) e recebeu alta no mesmo dia. Um primo da criança, de apenas 5 anos, também estava no imóvel, mas não foi atingido.
Confira o vídeo completo:
Créditos Autor: Wandel Cerqueira
Créditos Imagens: Reprodução Internet
