CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

Uma nova rodada da pesquisa BTG/Nexus mostra uma divisão clara entre os eleitores brasileiros quando são questionados sobre qual candidato consideram mais preparado para enfrentar áreas específicas do governo. Lula (PT) aparece à frente na saúde pública, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera quando o tema é o combate à corrupção.

No recorte sobre saúde, 49% dos entrevistados escolheram Lula, enquanto 43% apontaram Flávio Bolsonaro. Outros 6% disseram que nenhum dos dois seria o mais preparado e 2% não souberam ou não responderam.

Já no combate à corrupção, o cenário se inverte. 46% consideram Flávio o candidato mais preparado, contra 40% que escolheram Lula. Outros 9% afirmaram que nenhum dos dois é o melhor nome, 1% apontou ambos e 4% não souberam responder.

Os resultados fazem parte do mesmo levantamento BTG/Nexus que mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 33%. Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula aparece com 46%, contra 45% do senador, dentro da margem de erro.

Lula abre vantagem na saúde

A maior força de Lula na área da saúde aparece entre segmentos historicamente mais próximos do campo político do presidente.

Os principais resultados são:

  1. Até 1 salário mínimo: Lula 65%, Flávio 27%
  2. Ensino fundamental: Lula 61%, Flávio 34%
  3. Nordeste: Lula 60%, Flávio 34%
  4. Eleitores sem religião: Lula 62%, Flávio 28%
  5. Mais de 60 anos: Lula 56%, Flávio 37%
  6. Mulheres: Lula 54%, Flávio 37%

O presidente também mantém vantagem entre eleitores inativos e outros grupos de menor renda, reforçando a associação histórica de seu eleitorado com políticas sociais e serviços públicos.

Flávio lidera entre evangélicos e eleitores de maior renda

Flávio Bolsonaro apresenta desempenho superior em segmentos associados ao eleitorado conservador e de maior renda.

Na saúde, os principais resultados favoráveis ao senador são:

  1. Região Sul: Flávio 60%, Lula 32%
  2. Evangélicos: Flávio 57%, Lula 37%
  3. Renda acima de 5 salários mínimos: Flávio 52%, Lula 40%
  4. Homens: Flávio 50%, Lula 42%
  5. Norte e Centro-Oeste: Flávio 49%, Lula 44%
  6. Trabalhadores formais: Flávio 49%, Lula 43%
  7. Ensino superior: Flávio 48%, Lula 41%

O levantamento mostra, portanto, que a vantagem de Lula na saúde não é distribuída de maneira uniforme pelo país. Flávio consegue inverter o cenário em regiões e segmentos nos quais o eleitorado conservador possui maior presença.

Corrupção favorece Flávio

Quando a pergunta passa para o combate à corrupção, Flávio assume a liderança nacional, com 46% contra 40% de Lula.

O senador apresenta suas maiores vantagens nos seguintes grupos:

  1. Região Sul: Flávio 59%, Lula 28%
  2. Evangélicos: Flávio 58%, Lula 31%
  3. Renda acima de 5 salários mínimos: Flávio 55%, Lula 32%
  4. Homens: Flávio 54%, Lula 34%
  5. Desocupados: Flávio 53%, Lula 33%
  6. Norte e Centro-Oeste: Flávio 52%, Lula 34%
  7. Jovens de 16 a 24 anos: Flávio 51%, Lula 35%
  8. Ensino superior: Flávio 50%, Lula 34%
  9. Sudeste: Flávio 44%, Lula 41%

O resultado reforça uma das principais bandeiras eleitorais do campo bolsonarista, que busca associar sua candidatura à agenda de combate à corrupção e de endurecimento contra crimes envolvendo recursos públicos.

Apesar da liderança de Flávio no tema da corrupção, Lula continua à frente entre grupos que compõem sua base eleitoral tradicional.

Os principais números são:

  1. Até 1 salário mínimo: Lula 55%, Flávio 30%
  2. Eleitores sem religião: Lula 51%, Flávio 31%
  3. Ensino fundamental: Lula 51%, Flávio 38%
  4. Nordeste: Lula 50%, Flávio 38%
  5. População inativa: Lula 49%, Flávio 36%
  6. Mais de 60 anos: Lula 49%, Flávio 38%
  7. Mulheres: Lula 46%, Flávio 39%

O contraste entre os dois candidatos revela uma disputa presidencial ainda marcada por forte segmentação. Lula preserva vantagem em setores de menor renda, no Nordeste, entre mulheres e eleitores mais velhos, enquanto Flávio avança entre evangélicos, homens, eleitores de maior renda e parte do eleitorado mais jovem.

Pesquisa mostra disputa apertada

O levantamento BTG/Nexus divulgado em 31 de agosto mostrou Lula na liderança numérica do primeiro turno, com 39%, enquanto Flávio apareceu com 33%. Augusto Cury (Avante) subiu para 11% e passou a ocupar a terceira posição.

Em uma eventual segunda rodada entre Lula e Flávio, a vantagem do presidente é de apenas um ponto, 46% a 45%, resultado considerado empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais.

A pesquisa ouviu 2.005 eleitores, por telefone, entre 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-08900/2026.

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