O Porto Sul, em Ilhéus, volta ao centro das perspectivas de desenvolvimento econômico e logístico da Bahia com o avanço das articulações para a retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1). Integrados, os dois empreendimentos são considerados estratégicos para criar uma nova rota de escoamento da produção nacional e ampliar a participação do estado no comércio internacional.

A expectativa é que o processo para a nova fase da Fiol avance em agosto. O Grupo Mota-Engil aguarda os trâmites na Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT, para assumir a concessão do trecho, atualmente sob responsabilidade da Bahia Mineração (Bamin). Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, estão previstos cerca de R$ 7 bilhões em investimentos, incluindo o desenvolvimento do Porto Sul.

O projeto ganha dimensão ainda maior diante dos estudos para a implantação de um corredor bioceânico entre Brasil e Peru. A proposta considera o Porto Sul, no Oceano Atlântico, como um dos pontos estratégicos de uma futura ligação com o Porto de Chancay, no Oceano Pacífico. Em 2025, representantes dos governos federal e estadual, acompanhados por uma delegação chinesa, visitaram a Fiol e o Porto Sul para avaliar o potencial dessa integração.

A Fiol 1 possui 537 quilômetros entre Caetité e Ilhéus e é considerada peça fundamental para viabilizar a operação do complexo portuário. A integração futura com outras ferrovias poderá ampliar o alcance logístico do Porto Sul e criar uma conexão com áreas produtoras do Centro-Oeste brasileiro.

A proposta de integração ferroviária prevê conexões da Fiol com a Ferrovia de Integração Centro-Oeste, Fico, a Ferrovia Norte-Sul e, em uma perspectiva mais ampla, com uma futura rota até o Peru. O projeto Fico-Fiol é tratado como prioritário no Novo PAC e prevê uma extensa malha ferroviária para ampliar o transporte de grãos, minérios e outras cargas.

“Estamos falando de um corredor que não apenas vai escoar nossa produção, mas que colocará a Bahia no centro das rotas de comércio entre a América do Sul e a Ásia, fortalecendo nossa posição no cenário econômico global”, afirmou Bebeto.

Com a perspectiva de retomada da Fiol e de novos investimentos, o Porto Sul volta a ocupar posição central no debate sobre o futuro econômico da Bahia. Se os projetos avançarem conforme o planejamento, o complexo de Ilhéus poderá se consolidar como um dos principais ativos logísticos do estado e como peça estratégica para ampliar a conexão do Brasil com os mercados internacionais.

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