Em reconhecimento ao Dia dos Povos Indígenas, o Esporte Clube Bahia SAF promoverá uma série de ações simbólicas durante a partida contra o Flamengo, neste domingo (19), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. As iniciativas reforçam o compromisso do Esquadrão com a valorização dos povos originários, a defesa da vida e a construção de um futuro sustentável a partir do saber ancestral indígena.

Diante do Flamengo, a arte oficial de divulgação da partida apresentará a temática indígena, destacando o protagonismo dos povos originários na formação da memória, da cultura e da história do Brasil.

O Bahia também lançará nos seus canais oficiais um vídeo manifesto que estabelece um diálogo direto entre o avanço das tragédias climáticas e o modelo de desenvolvimento baseado na exploração desenfreada da natureza. O material aponta o saber ancestral indígena como uma fonte fundamental para reequilibrar a relação entre humanidade e meio ambiente, reconhecendo formas de viver que respeitam os ciclos da natureza e promovem sustentabilidade.

No Maracanã, o capitão Everton Ribeiro utilizará uma faixa inspirada em grafismos indígenas, com a frase “Sempre estivemos aqui” — expressão amplamente utilizada pelos povos originários para afirmar sua presença ancestral, contínua e resistente no território brasileiro.

Histórico
As ações deste domingo dialogam com a trajetória que o Bahia vem construindo nos últimos anos, marcando posição em pautas sociais, culturais e ambientais, e entendendo o futebol como um espaço de memória, consciência e transformação social.

Em 2019, a campanha “Não Tem Jogo Sem Demarcação” defendeu a demarcação do território indígena. No mesmo ano, o clube substituiu o nome dos atletas na camisa de jogo por nomes de lideranças e referências indígenas. Membros da aldeia Pataxó também entraram em campo com os jogadores e participaram de ações com o elenco.

Nos últimos anos, o Bahia também deu apoio e cedeu estrutura para a Copa Indígena de Futebol, disputada dentro do CT Evaristo de Macedo. Mais do que ações pontuais, o Bahia consolidou uma agenda contínua que reconhece o protagonismo indígena como parte viva da história, do presente e do futuro do Brasil.



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