Foto: Ricardo Stuckert/Flickr/Lula Oficial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (12) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, “não pode ter lado político”. A declaração acontece após decisão do ministro de derrubar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

“Para ele [Nunes Marques] achar que ele tem que cortar [o canal de WhatsApp], tem que mostrar qual a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Suprema Corte eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o da igualdade de comportamento. Da igualdade de procedimento”, disse Lula em conversa com a imprensa após a missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, no Palácio da Alvorada.

Além disso, Lula afirmou que a Justiça eleitoral está “extrapolando em algumas decisões” contra sua campanha, em meio a determinações conflitantes.

“Acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha, isso é visível e já foi denunciado. Eu não vou criar só o Exército do Lula, eu vou criar o Exército, a marinha, a aeronáutica do Lula no WhatsApp”, declarou.

Com a suspensão, Nunes Marques passou por cima de decisão de outro ministro da Corte, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia determinaod prazo para que as partes apresentassem mais informações.

Posteriormente, Cueva determinou o restabelecimento do canal e que a decisão fosse submetida imediatamente ao plenário do TSE, na primeira sessão virtual disponível. O ministro também pediu análise urgente, “preferencialmente em até 24 horas”.

O presidente do TSE, Nunes Marques, deve se reunir com as campanhas de Flávio e Lula nesta terça (13), para tentar apaziguar os ânimos. Às vésperas do segundo turno das Eleições 2026, a ideia é minimizar os conflitos públicos.

 

Créditos Autor: Notícias da Bahia
Créditos Imagens: Reprodução Internet

Fonte: Clique aqui