O tarifaço contra os produtos brasileiros, formalizado pelo governo de Donald Trump na noite da quarta-feira 15, pode representar um problema para as intenções eleitorais do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta quinta 16 pelo instituto Quaest, em parceria com a Genial Investimentos.
O levantamento, que foi às ruas às vésperas da publicação da decisão do governo Trump, quando a aplicação do tarifaço já era uma possibilidade real, mostra que a maioria dos brasileiros concorda com a afirmação atribuída ao presidente Lula (PT) de que Flávio pressionou o governo dos EUA pela aplicação das tarifas.
Por outro lado, a alegação do filho de Jair Bolsonaro, que afirma ter solicitado o oposto – que Trump não taxasse o Brasil – encontra menos eco.
Os pesquisadores apresentaram aos entrevistados uma guerra de versões entre Lula e Flávio: o petista entende que as tarifas são retaliação ao Pix e o filho de Jair Bolsonaro diz que a medida é uma resposta a declarações de Lula. Mais uma vez, o cenário é desfavorável para Flávio.
Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-07181/2026.
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