Com a integração de cerca de 10 mil câmeras, públicas e privadas, a Prefeitura de Salvador lançou nesta terça-feira (25) o programa ‘Salvador Segura’. O projeto terá como objetivo principal o monitoramento em tempo real de áreas de grande circulação da capital baiana, para promover a sensação de segurança na população soteropolitana.
O Notícias da Bahia conversou com o Inspetor-geral da Guarda Civil Municipal (GCM), Marcelo Silva Gomes. Ele explicou sobre como o projeto será desenvolvido em Salvador, que é inspirado no Smart Sampa – maior sistema de monitoramento de segurança da América Latina, com uma média de 20 mil câmeras instaladas em São Paulo.
“Hoje a gente está trazendo essa nova tecnologia. O nosso indicativo é pela redução nesses índices que vem acontecendo, de roubo, de furto, de homicídio, de uma forma inteligente. A gente vai poder utilizar as câmeras, tanto as câmeras corporais dos agentes, as câmeras que a prefeitura está instalando, as câmeras do setor privado, para que com a tecnologia de Inteligência Artificial, a gente identificar possíveis soluções”, explicou Silva Gomes.
A ferramenta unirá tecnologia de ponta, inteligência artificial e reconhecimento facial para ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança e oferecer mais proteção aos moradores e visitantes. O programa também contará com a integração dos dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
“O que mais acontece hoje? Roubos com suspeitos montados em motos. Caso um indivíduo efetue um roubo, com as câmeras instaladas e integradas, a gente consegue identificar a placa da moto, por exemplo. Vamos emitir um despacho para a Central da Guarda Civil Municipal e para Central da Polícia Militar, e assim, a gente consiga chegar até esse indivíduo, para que no decorrer do tempo, aquela prática não seja mais tão acessível. Que a gente consiga efetuar esse tipo de prisões e acabe por diminuir os delitos”, completou o inspetor da GCM.
A intenção do projeto é criar uma grande rede integrada de monitoramento, capaz de identificar situações de risco em tempo real, localizar pessoas desaparecidas, reconhecer foragidos da Justiça e fornecer informações estratégicas para apoiar o trabalho das forças policiais no combate à criminalidade.
*Com informações da repórter Ádila Ribeiro
Créditos Autor: Douglas Santana
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