A operação da Polícia Federal que atingiu o senador Jaques Wagner (PT) gerou forte repercussão interna no Partido dos Trabalhadores, mas também abriu espaço para leituras distintas dentro do próprio grupo político na Bahia. Em meio ao impacto da investigação, integrantes da base governista passaram a comentar a postura do ex-governador e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), nos bastidores da crise.
Segundo relatos de aliados ouvidos pelo #Acesse Política, Rui Costa não teria demonstrado surpresa ou consternação com os desdobramentos da operação, mantendo a avaliação de que cada liderança deve responder individualmente por seus atos. A leitura é atribuída a pessoas próximas ao núcleo político do ex-ministro, que apontam um histórico de disputa interna por protagonismo no grupo petista baiano.
Disputa de influência
No ambiente político da Bahia, Jaques Wagner e Rui Costa são considerados duas das principais lideranças do PT no estado, com forte influência sobre a estrutura partidária e sobre a articulação nacional do governo federal. Nesse contexto, a operação da Polícia Federal contra Wagner passou a ser interpretada por setores políticos como um evento com potencial de reconfigurar equilíbrios internos.
Nos bastidores, aliados avaliam que Rui sempre buscou ampliar sua projeção política dentro do grupo, o que alimenta especulações.
Vídeo publicado antes da operação chama atenção
Um elemento que passou a circular entre aliados e adversários foi a publicação de um vídeo nas redes sociais de Rui Costa um dia antes da operação da PF. O conteúdo fazia referência à amizade com Jaques Wagner e trazia a frase “Amigo, estou aqui. Os seus problemas são meus também”, o que gerou interpretações políticas após a deflagração da ação policial.
Nos bastidores, o episódio passou a ser comentado e muito.
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