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O ator e comediante britânico Russell Brand está sendo julgado no Tribunal da Coroa de Southwark por acusações de estupro e agressão sexual envolvendo seis mulheres entre 1999 e 2009. Promotores o descrevem como predador implacável. Brand nega todas as acusações.

O ator e comediante britânico Russell Brand, de 51 anos, está sendo julgado no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, por acusações de estupro e agressão sexual envolvendo seis mulheres. Os supostos crimes teriam ocorrido entre 1999 e 2009, período em que Brand alcançou fama internacional. Ele nega todas as acusações e apresentará sua defesa em uma data posterior.

Durante a abertura do julgamento, os promotores descreveram Brand como um ‘predador sexual implacável’. Segundo a acusação, o comediante usava sua fama e carisma para atrair vítimas, muitas vezes em ambientes de trabalho ou eventos sociais. A defesa, por sua vez, afirma que as relações foram consensuais e que as acusações são infundadas.

Acusações remontam a 1999

O primeiro caso teria ocorrido em 1999, quando Brand se apresentava em um show paralelo à Conferência do Partido Trabalhista em Bournemouth. Na ocasião, ele teria agredido sexualmente uma mulher. A fonte não detalhou as circunstâncias exatas do incidente, mas a promotoria afirma que o padrão de comportamento predatório já se manifestava desde o início de sua carreira.

Dois anos depois, em 2001, Brand é acusado de tentar arrastar uma mulher para um cubículo do banheiro da MTV Europe, onde ela trabalhava. A vítima teria resistido e conseguido escapar. Esse episódio, segundo os promotores, demonstra a audácia do acusado em ambientes profissionais.

Padrão de abuso em banheiros

Em 2004, uma mulher afirmou que Brand a arrastou para um cubículo do banheiro de um bar antes de estuprá-la oralmente. A vítima relatou que se sentiu impotente diante da força física do comediante. A promotoria destacou que o uso de banheiros como local para os crimes era recorrente, sugerindo premeditação e desrespeito pela dignidade das vítimas.

Por volta da mesma época, em 2004 ou 2005, uma mulher que trabalhava em uma empresa de mídia afirmou que ele a agrediu sexualmente em seu escritório. Nesse caso, Brand teria se aproveitado de uma reunião profissional para cometer o abuso. A vítima, que não teve o nome divulgado, relatou o episódio à polícia anos depois.

Estupro anal e importunação em 2009

A quinta denunciante, uma fã, teve relações sexuais consensuais na casa dele em 2009, mas depois ele a estuprou analmente, afirmou a promotoria. O caso ilustra a tese da acusação de que Brand não respeitava limites mesmo em encontros inicialmente consensuais. A vítima teria pedido para que ele parasse, mas foi ignorada.

A sexta denunciante, que trabalhava para o Channel 4, alega que Brand exigiu uma massagem e, em seguida, pressionou o rosto contra a região genital dela, no mesmo ano. Esse incidente teria ocorrido durante uma reunião de trabalho, reforçando o padrão de abuso em contextos profissionais. A mulher relatou que se sentiu humilhada e ameaçada.

Brand nega e cita ‘sexo em cubículos’

Ao ser interrogado pela polícia, Brand se recusou a responder às perguntas, mas apresentou declarações por escrito. Nelas, afirmou não se lembrar dos incidentes, negou qualquer envolvimento em atividades não consensuais e admitiu ter feito sexo em cubículos de banheiro durante festas. A declaração foi lida em tribunal pela promotora Karmy-Jones.

A defesa de Brand argumenta que as acusações são baseadas em memórias falhas e que o comediante sempre manteve relações consensuais. O julgamento deve se estender por várias semanas, com depoimentos de testemunhas e análise de evidências. A expectativa é que o veredito saia ainda este ano.

Ex-marido de Katy Perry

Brand foi casado com a cantora norte-americana Katy Perry entre 2010 e 2012. O relacionamento terminou em divórcio, e Perry não está envolvida no caso. A fama internacional de Brand, impulsionada por filmes e programas de TV, tornou o julgamento um dos mais acompanhados do Reino Unido.

O caso reacende o debate sobre crimes sexuais cometidos por celebridades e a dificuldade de vítimas em denunciar. Especialistas apontam que o intervalo entre os supostos crimes e as denúncias é comum em casos de abuso, devido ao medo de retaliação e à assimetria de poder.

Próximos passos do julgamento

O tribunal ouvirá as seis denunciantes, que terão suas identidades preservadas. A defesa de Brand deve apresentar sua versão dos fatos em uma data posterior, conforme anunciado. O juiz responsável pelo caso orientou o júri a evitar influências externas e julgar com base nas provas apresentadas.

Enquanto isso, a opinião pública se divide entre apoiadores do comediante e defensores das vítimas. A cobertura completa do julgamento continua no portal Boca no Trombone, com atualizações diárias e análises de especialistas em direito penal.

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Créditos Autor: Redação BnT
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