A combinação entre os festejos juninos e os jogos da Copa do Mundo deve aumentar o uso de fogos de artifício ao longo de junho. Embora as celebrações façam parte da cultura e da torcida dos brasileiros, o excesso de barulho pode representar um grande desafio para cães e gatos, que costumam ser mais sensíveis aos sons intensos.
Por isso, especialistas alertam os tutores sobre a importância de adotar medidas preventivas para proteger os animais dos impactos físicos e emocionais causados pelos fogos.
Segundo a professora do curso de Medicina Veterinária da Centro Universitário Jorge Amado, Acidália Santos, os pets possuem uma capacidade auditiva muito superior à dos seres humanos, especialmente para sons de alta frequência. Dessa forma, os estampidos repentinos dos fogos são interpretados como ameaças, gerando reações de medo e estresse.
“Os animais têm maior acuidade auditiva, inclusive para sons de alta frequência, e os fogos geram estímulos sonoros súbitos que eles não conseguem compreender. A combinação desses fatores potencializa respostas de ansiedade e desencadeia reações que variam de leves alterações comportamentais a quadros graves”, explica a especialista.
Sinais de alerta
Entre as manifestações mais comuns estão tremores, vocalização excessiva, respiração acelerada, aumento da salivação e taquicardia. Além disso, muitos animais tentam fugir para escapar do barulho, o que aumenta o risco de acidentes, traumas e desaparecimentos.
Em situações mais graves, especialmente quando o pet já possui alguma condição de saúde pré-existente, a exposição aos fogos pode provocar convulsões, colapso cardiovascular e, em casos extremos, levar à morte.
Diante desse cenário, a observação atenta do comportamento dos animais torna-se fundamental para identificar rapidamente sinais de sofrimento e buscar ajuda veterinária quando necessário.
Como reduzir o estresse dos animais
Para minimizar os impactos do barulho, os tutores podem adotar algumas estratégias antes e durante os eventos. Uma das medidas recomendadas é a dessensibilização sonora gradual, realizada por meio da exposição controlada a sons semelhantes aos dos fogos, sempre com acompanhamento de um médico-veterinário especializado em comportamento animal.
“Esse processo ajuda o animal a reconhecer o estímulo como não ameaçador, quando realizado de forma correta e progressiva”, destaca Acidália.
Além disso, medidas simples também contribuem para aumentar o conforto dos pets durante os períodos de maior movimentação. Manter cães e gatos em um ambiente seguro e familiar, com portas, janelas e cortinas fechadas, ajuda a reduzir a intensidade dos ruídos externos.
Outra recomendação é utilizar músicas suaves ou sons ambientes para mascarar os estampidos, diminuindo a percepção do barulho e, consequentemente, os níveis de estresse. O acolhimento e a tranquilidade transmitidos pelos tutores também fazem diferença para que os animais se sintam mais seguros durante as comemorações.
Com planejamento e cuidados adequados, é possível aproveitar os festejos juninos e a Copa do Mundo sem comprometer o bem-estar dos pets.
Créditos Autor: Isabela
Créditos Imagens: Reprodução Internet

