CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES


O Bahia fez história na noite desta sexta-feira (4) ao garantir, pela primeira vez, uma vaga na semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino. Após dois empates por 1 a 1 diante do Palmeiras, na Arena Fonte Nova e na Arena Barueri, o Esquadrão levou a melhor nos pênaltis e avançou na competição.

Após a partida, o técnico Felipe Freitas destacou a emoção pelo feito e ressaltou a entrega das atletas durante os 180 minutos do confronto.

“É um misto de êxtase, alegria e realização. Infelizmente, eu não consigo descrever. O jogo ocorreu como é ser Bahia. O Bahia acaba sendo sofrido algumas vezes”, afirmou.

O treinador também revelou que a equipe se preparou especialmente para a disputa de penalidades. Segundo Felipe, foram mais de 2,6 mil cobranças treinadas ao longo da temporada.

“Quando fomos para o vestiário, a conversa com elas foi sobre isso: ganhar ou perder faz parte do futebol e de qualquer competição, mas perder tem que ser com muita entrega, raça e vontade. Se a gente fosse para os pênaltis, eu tinha certeza de que éramos a equipe que mais treinou pênaltis neste ano. Se não estiver falando errado, foram 2.632 pênaltis treinados, uma média de 15,2 por sessão de treino. Tudo computado e qualificado. Nós estudamos muito as cobradoras, e o André faz um trabalho excepcional com a Yanne”, explicou.

Felipe Freitas relembrou ainda a importância da confiança construída desde a sua chegada ao clube e destacou a preparação do grupo para lidar com os momentos decisivos.

“A gente sempre falou sobre acreditar. Quando cheguei ao Bahia, dizia para as pessoas: nós precisamos começar acreditando, vamos chegar longe, seremos finalistas e temos que jogar como campeões. Isso é difícil, mas, se formos merecedores, conseguiremos ser finalistas. Quando você fala que é roteirizado, é engraçado, porque o futebol é completamente caótico. Você não consegue controlar esse caos, mas precisa estar preparado para identificar e resolver o caos”, disse.

A classificação também foi celebrada pelo impacto histórico do projeto do Bahia no futebol feminino. Para o técnico, o avanço representa o resultado da estruturação do clube e do investimento realizado pela SAF.

“A sensação é muito boa, porque fazer história é algo que a gente, como você citou, ainda não consegue dimensionar. Mas tenho certeza de que, daqui a 5, 10, 15 ou 20 anos, vocês vão falar de um clube que, há dois anos, no cenário nacional, tinha acesso, descenso, acesso, descenso, sucessivamente. Então, ele se estrutura, tem investimento, traz uma SAF que olha com seriedade para o futebol feminino, conta com gestores e diretores completamente competentes e busca profissionais e atletas para colocar no cenário nacional o primeiro time nordestino”, concluiu.



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