A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) iniciará, a partir da próxima segunda-feira (8), uma nova etapa de intensificação das ações preventivas de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A estratégia contempla a aplicação espacial de inseticida por meio de equipamentos de Ultra Baixo Volume (UBV) acoplados a veículos, popularmente conhecidos como carros de fumacê, em localidades com maior incidência de arboviroses na capital baiana.
A ação integra um conjunto de medidas de vigilância e controle vetorial desenvolvidas pela Prefeitura de Salvador para reduzir a circulação do mosquito e reforçar a proteção da população diante do cenário epidemiológico atual. A iniciativa será realizada em conjunto com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Nesta primeira etapa, entre os dias 8 e 12 de junho, a aplicação ocorrerá em bairros distribuídos por diferentes distritos sanitários da cidade, entre eles Periperi, Praia Grande, Rio Sena, Fazenda Coutos, Coutos, Valéria, Paripe, Cajazeiras, Nazaré, Comércio, Bonfim, Calabar e Tororó.
As atividades serão realizadas nos horários de maior atividade do vetor, concentrando-se na madrugada, entre 4h e 8h, e no final da tarde, após as 17h, períodos considerados mais eficazes para a aplicação do inseticida.
Além da atuação dos veículos de UBV pesado, as ações ganham reforço durante o dia com atividades simultâneas de UBV costal e bloqueios focais, quando agentes de combate às endemias percorrem as localidades para eliminar criadouros e realizar a aplicação direcionada do inseticida em áreas estratégicas, ampliando a cobertura das ações de controle vetorial.
O secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, destaca que a medida faz parte de uma estratégia contínua de prevenção e cuidado com a população.
“Estamos reforçando as ações de combate ao Aedes aegypti de forma preventiva, ampliando o controle vetorial em áreas que demandam maior atenção. Essa é uma estratégia importante para reduzir a circulação do mosquito e proteger a população contra dengue, zika e chikungunya. Nosso compromisso é atuar de forma antecipada, fortalecendo a vigilância e cuidando das pessoas por meio de ações que contribuam para evitar novos casos dessas doenças. Mas é importante lembrar que o enfrentamento ao mosquito também depende da participação da população, eliminando possíveis criadouros dentro de casa e em áreas comuns”, afirma.
A diretora de Vigilância à Saúde da SMS, Andrea Salvador, reforça que a principal batalha contra o mosquito continua acontecendo dentro dos imóveis.
“Cerca de 80% dos focos do Aedes aegypti identificados em Salvador estão localizados em ambientes intradomiciliares. Isso significa que a maior parte dos criadouros está dentro das residências, em recipientes que acumulam água e muitas vezes passam despercebidos. O fumacê é uma ferramenta importante para reduzir a população de mosquitos adultos, mas a eliminação dos criadouros continua sendo a medida mais eficaz para interromper a transmissão da dengue, zika e chikungunya”, explica.
A gestora destaca ainda que pequenas atitudes semanais podem evitar a proliferação do vetor.
“Bastam de 10 a 15 minutos por semana para verificar quintais, vasos de plantas, calhas, caixas d’água, ralos e outros recipientes que possam acumular água. É uma ação simples, mas que salva vidas. Também orientamos que a população acione o Fala Salvador 156 sempre que identificar terrenos abandonados ou situações que possam favorecer a proliferação do mosquito, permitindo uma resposta rápida das equipes de campo”, acrescenta.
A SMS ressalta que a aplicação do inseticida complementa as atividades já desenvolvidas rotineiramente pelas equipes da Subcoordenadoria de Ações e Controle das Arboviroses (SUGARBO/CCZ), incluindo visitas domiciliares, tratamento focal, investigação de casos suspeitos e eliminação de criadouros.
Durante a passagem dos veículos, a orientação é que moradores evitem a exposição direta ao inseticida até a conclusão da aplicação no local.
A programação contempla bairros selecionados com base em critérios epidemiológicos e operacionais, como forma de ampliar a resposta preventiva do município no enfrentamento às arboviroses e reduzir o risco de transmissão das doenças na capital baiana.
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Créditos Autor: ASCOM
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