O Projeto de Lei nº 108/2026, que põe fim às cancelas no Aeroporto de Salvador, sistema conhecido popularmente como “Kiss & Fly”, voltou a ser debatido na Câmara Municipal de Salvador (CMS). O debate ocorreu durante a Tribuna Popular da 39ª Sessão Ordinária, na tarde desta segunda-feira (10).
O representante da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Ademilton de Paula Paim, discursou em defesa da aprovação da matéria, sob a justificativa dos prejuízos causados pelo sistema criado pela administração do Aeroporto da capital baiana, destinado ao embarque e desembarque no equipamento.
“Nós, taxistas, ainda estamos sob ameaça de termos que pagar caução de R$ 100 mil e R$ 30 mil mensalmente”, destacou Paim.
A proposição do presidente da CMS, o vereador Carlos Muniz (PSDB) – autor do projeto, proíbe a cobrança de tarifa para acesso às áreas de embarque e desembarque de passageiros em Salvador. O texto também veda a cobrança da taxa de R$ 10 e a instalação de cancelas do sistema “Kiss & Fly” na área de embarque e desembarque do Aeroporto.
Paim também reivindicou que a Prefeitura de Salvador destrave os trâmites necessários à cessão de direitos e à transferência de outorgas de táxi, conforme previsto na Lei Federal nº 15.271/2025.
Segundo o representante da AGT, a gestão municipal tem adotado critérios rigorosos e resistido à liberação automática dos processos na Coordenadoria de Táxis e Transportes Especiais (Cotae), gerando impasses e cobranças das associações da categoria na capital baiana.
Os vereadores Randerson Leal (Podemos), líder da oposição, e Sílvio Humberto (PSB) manifestaram apoio à causa dos taxistas.
“Pode contar com o nosso mandato, um serviço de grande importância para a nossa cidade, mas que tem passado por muitos desafios”, reiterou Humberto.
Créditos Autor: Notícias da Bahia
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