O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou com aliados, incluindo Israel, um rascunho do acordo de paz para encerrar a guerra com o Irã, informou a imprensa americana nesta quinta-feira, 28. A proposta circula em meio a esforços diplomáticos para evitar novos ataques que possam comprometer o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril.
O texto que Trump compartilhou não é muito diferente daquele que circula pelo Oriente Médio há dias, que prevê a reabertura total do Estreito de Ormuz, a suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos e o desbloqueio de até US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados. A meta é restabelecer, em até 30 dias, o fluxo de embarcações na região aos níveis anteriores ao conflito.
Segundo informações do portal de notícias Axios, Trump adiou uma decisão final sobre a proposta e afirmou que precisa de mais alguns dias para avaliá-la. Mas, numa tentativa de acelerar as negociações, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, viajará para Washington nesta sexta para encontrar-se com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Nesta quinta, negociadores americanos e iranianos chegaram a um acordo sobre um memorando de entendimento para estender o cessar-fogo por 60 dias e, a partir daí, iniciar negociações sobre o programa nuclear do Irã, informou o portal de notícias Axios. No entanto, falta a aprovação final tanto de Trump quanto do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei.
O memorando não se trata de um plano de paz amplo, mas um documento de uma página com cerca de quinze pontos que estabelecem as bases para negociações mais extensas e complexas sobre temas espinhosos, como o enriquecimento de urânio em Teerã. Mesmo assim, caso se concretize, sua assinatura seria o avanço diplomático mais significativo desde o início da guerra.
O portal de notícias informou, porém, que o regime dos aiatolás não confirmaram o aceite dos termos, e que Trump foi informado por sua equipe, mas não aprovou o texto de imediato. “O presidente transmitiu aos mediadores que quer alguns dias para pensar sobre isso”, disse um funcionário americano. Na quarta-feira, ele havia dito que continuava “insatisfeito” com o acordo.
O aparente acerto ocorreu apesar de ataques parte a parte nesta quinta-feira, o segundo round da semana, que fizeram balançar tanto o cessar-fogo quanto o delicado processo diplomático.
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