O ex-major Nidal Hasan foi condenado pelo ataque que matou 13 pessoas em base militar do Texas em 2009
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ordenou a execução por pelotão de fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Hasan, condenado pelo ataque a tiros que matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas. A decisão foi anunciada pelo Pentágono nesta 3ª feira (06.out.2026).
Em novembro de 2009, Hasan abriu fogo em uma instalação médica da base. A execução foi aprovada por Trump por recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Segundo a Reuters, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell informou que o secretário do Exército ainda definirá a hora e o local da execução. “O dia do julgamento de Hasan finalmente chegou”, afirmou Parnell.
No dia do ataque, Hasan matou 12 soldados desarmados da ativa e um militar aposentado, além de ferir outros 32. Durante o tiroteio, ele gritou “Alá é grande” em árabe, segundo Parnell. O episódio ocorreu semanas antes de Hasan ser enviado ao Afeganistão.
Hasan foi baleado pela polícia durante a prisão e ficou parcialmente paralisado, passando a utilizar cadeira de rodas. Em agosto de 2013, um júri militar o condenou à morte após considerá-lo culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado. Ele tem 56 anos.
Posteriormente, Hasan descreveu o ataque como retaliação às guerras dos Estados Unidos no mundo muçulmano.
Pelotão de fuzilamento
O fuzilamento foi incluído entre os métodos de execução autorizados pelo governo Trump, ao lado da eletrocução e da asfixia por gás. A ampliação das modalidades se deve, em parte, às dificuldades crescentes em obter os medicamentos utilizados em injeções letais.
Execuções militares são raras nos Estados Unidos. De acordo com o Código Uniforme de Justiça Militar, uma sentença de morte imposta por tribunal marcial não pode ser executada sem aprovação presidencial. Se Hasan for executado, será o primeiro caso do tipo desde 1961, quando a pena foi aplicada por enforcamento, conforme dados do Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
A última execução conhecida por pelotão de fuzilamento do Exército norte-americano teria acontecido em novembro de 1945, com o uso de mosquetes, segundo o mesmo centro. Ao menos 5 Estados norte-americanos preveem esse método em suas legislações. Em 2025, a Carolina do Sul realizou a primeira execução por fuzilamento nos Estados Unidos em 15 anos.
O grupo Death Penalty Action, contrário à pena de morte, se posicionou contra a decisão. “Não há nada que Donald Trump ame mais do que o poder de matar”, afirmou a organização em comunicado.
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