Irã propôs que as negociações nucleares só comecem em uma fase posterior, depois do fim do bloqueio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse a conselheiros nesta 2ª feira (27.abr.2026) não estar satisfeito com a proposta mais recente do Irã para reabrir o estreito de Ormuz e encerrar o conflito. O plano iraniano pedia o fim do bloqueio naval norte-americano, mas não tratava das restrições ao programa nuclear de Teerã.
O presidente tem insistido que o Irã não pode ter armas nucleares. Segundo autoridades norte-americanas, aceitar os termos atuais poderia parecer uma derrota política para Trump, divulgou o The New York Times.
A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou em nota que o governo não negociará pela imprensa e que o presidente só aceitará um acordo que seja bom para o povo norte-americano e para o mundo.
Eis os pontos principais da negociação e do cenário atual:
- Proposta: o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, entregou o documento ao Paquistão no domingo (26.abr);
- Impasse nuclear: Teerã rejeita suspender seu programa nuclear ou entregar o estoque de urânio enriquecido;
- Bloqueio econômico: o bloqueio dos EUA visa cortar as exportações de petróleo iraniano; o Irã, em resposta, ameaça cobrar taxas dos navios que transitam pelo estreito;
- Divisão interna: Trump escreveu em sua rede social, Truth Social, que há uma disputa “insana” entre os “linha-dura“, que estariam perdendo no campo de batalha, e os “moderados“.
Dentro do governo norte-americano há um debate sobre o uso de pressão econômica. Alguns assessores defendem manter o bloqueio por mais 2 meses para causar danos permanentes à infraestrutura de energia iraniana, forçando Teerã a ceder. Outros oficiais argumentam que a posição do Irã endureceu e que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica fortaleceu seu controle sobre o poder.
Até o momento, o governo dos EUA avalia que os negociadores iranianos não têm autorização do líder supremo para fazer concessões nucleares. Sem a retomada de ações militares, assessores acreditam que a posição de Teerã dificilmente mudará.
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