A ultrassonografia intestinal, exame ainda pouco conhecido pelo público, vem ganhando espaço como uma importante ferramenta para o acompanhamento de pessoas com Doença Inflamatória Intestinal (DII). O método permite avaliar, em tempo real, a atividade inflamatória do intestino de forma rápida, segura e sem exposição à radiação. Além disso, já está disponível em Salvador, ampliando as opções de monitoramento para pacientes com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.
As Doenças Inflamatórias Intestinais afetam mais de 200 mil brasileiros e apresentam crescimento contínuo no país. Entre os principais sintomas estão dor abdominal, diarreia persistente, sangramento intestinal, perda de peso e anemia. Como são doenças crônicas, o acompanhamento frequente é essencial para controlar a inflamação. Dessa forma, também reduz o risco de complicações.
Segundo a gastroenterologista Genoile Santana, da Cliagen, integrante do Grupo CITA, a ultrassonografia intestinal oferece uma avaliação detalhada da parede do intestino. Além disso, ajuda a identificar alterações relacionadas à evolução da doença.
“É uma ferramenta que amplia nossa capacidade de monitorar o paciente de forma menos invasiva, possibilitando ajustes terapêuticos mais precoces e um acompanhamento contínuo da inflamação intestinal”, explica.
De acordo com a especialista, o exame consegue detectar complicações como fístulas, abscessos e estenoses. Assim, fornece informações importantes para avaliar a resposta ao tratamento. Além disso, auxilia o médico a acompanhar a progressão da doença com mais precisão.
Como não utiliza radiação, o procedimento pode ser repetido sempre que necessário. Por isso, representa uma vantagem para pacientes que precisam de avaliações periódicas. Consequentemente, o acompanhamento se torna mais seguro ao longo do tratamento.
Exame complementa a colonoscopia
Apesar dos avanços, a ultrassonografia intestinal não substitui a colonoscopia. Pelo contrário, cada exame desempenha uma função diferente no cuidado com o paciente.
Enquanto a colonoscopia continua indispensável para visualizar diretamente a mucosa intestinal e realizar biópsias, a ultrassonografia facilita o monitoramento da atividade inflamatória. Assim, os profissionais conseguem acompanhar a evolução clínica entre um exame invasivo e outro.
“Os métodos são complementares. A colonoscopia permanece indispensável para o diagnóstico e definição de condutas, enquanto a ultrassonografia intestinal surge como uma grande aliada no acompanhamento da doença ao longo do tempo”, afirma Genoile Santana.
Com a combinação dos dois métodos, os médicos conseguem acompanhar a evolução clínica com mais precisão. Além disso, podem ajustar o tratamento de forma mais rápida. Como resultado, o cuidado se torna cada vez mais personalizado.
Mais conforto para crianças e adolescentes
A ultrassonografia intestinal também representa um avanço para crianças e adolescentes com Doença Inflamatória Intestinal. Isso porque o exame dispensa anestesia, preparo intestinal e exposição à radiação.
Além de ser rápido, o procedimento é indolor e não invasivo. Dessa maneira, pode ser repetido diversas vezes durante o tratamento. Ao mesmo tempo, não oferece riscos relacionados à radiação.
Essa característica facilita o monitoramento contínuo da doença durante o crescimento e o desenvolvimento infantil. Consequentemente, médicos e familiares conseguem acompanhar melhor a resposta ao tratamento.
Com a disponibilidade da tecnologia em Salvador, pacientes e profissionais passam a contar com mais um recurso para acompanhar as doenças inflamatórias intestinais. Assim, o monitoramento se torna mais seguro, menos invasivo e mais preciso. Por fim, isso contribui para decisões terapêuticas mais rápidas e um controle mais eficaz da inflamação.
Em Salvador, a ultrassonografia intestinal está disponível na Clínica Cliagen, especializada em gastroenterologia e integrante do Grupo CITA. Até o momento, não há divulgação pública de outras unidades de saúde da capital que ofereçam o exame de forma específica.
Créditos Autor: Isabela
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