Lula e presidente da Comissão Europeia conversaram sobre medidas do bloco durante cúpula do G7
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assim como o governo brasileiro, não sabia do veto europeu à carne brasileira até a medida ser anunciada. O veto foi oficializado em junho, apesar de ter sido anunciado em maio, e passa a valer em 3 de setembro. Eis a íntegra do documento (PDF – 387 kB).
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram durante a cúpula do G7, realizada na França. Na 3ª feira (16.jun.2026), os líderes discutiram o veto e se comprometeram a buscar soluções que contemplem as demandas europeias em relação às preocupações sanitárias, fitossanitárias e de proteção da indústria de aço.
Segundo a União Europeia, o Brasil não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que assegurem que a carne e outros produtos de origem animal do país cumprem os requisitos do bloco sobre antimicrobianos –substâncias que costumam ser aplicadas na pecuária para tratar ou prevenir infecções e acelerar o crescimento do rebanho. O uso é proibido na Europa.
O governo brasileiro não se opõe às proteções sanitárias definidas pela Europa e segue com o envio de todas as informações necessárias. Apesar disso, não há certeza de que esse acompanhamento vá permitir a resolução dentro do prazo, estabelecido para 3 de setembro.
Integrantes do governo avaliam que a discussão não deve ficar apenas em nível técnico, o que pode atrasar as negociações. É esperado que o veto também seja tratado a nível político, para que as consequências da decisão também sejam levadas em consideração na resolução do imbróglio.
O Agrostat (Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro) mostra que o bloco europeu é o 3º principal destino da carne brasileira, superado apenas por China e Estados Unidos.
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