Presidente do PL diz que reaproximar a ex-primeira-dama do candidato é prioridade; ele afirma estar perto de fechar acordo com Republicanos e negocia com o Podemos
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, assumiu pessoalmente duas missões da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ): reconstruir a ponte com Michelle Bolsonaro e ampliar a coalizão de partidos em torno da candidatura.
Valdemar disse que trazer Michelle de volta à campanha é hoje sua principal preocupação. Na sua avaliação, a ex-primeira-dama continua sendo um dos principais cabos eleitorais de Flávio. “Precisa trazer a Michelle para junto. Ela agrega valor e votos ao candidato“, disse ao Poder360.
A aproximação também passa por Valdemar. Ele não se encontra com Michelle desde 30 de junho, quando tentou convencê-la a rever as críticas públicas dirigidas a Flávio. Dias antes da reunião, a ex-primeira-dama publicou 2 vídeos afirmando ter sido “humilhada” e “apunhalada” pelo senador.
Valdemar enviou emissários para tentar refazer pontes e espera alguma sinalização da ex-primeira-dama.
Alianças
Valdemar Costa Neto diz estar em fase avançada de negociação com 2 partidos: Republicanos e Podemos. Na 3ª feira (14.jul), reuniu-se com o ex-deputado Pastor Everaldo, que conduz as conversas pelo Podemos. Encontrou-se também com a presidente do partido, deputada Renata Abreu (Podemos-SP).
Em 2016, Pastor Everaldo, então presidente do PSC, batizou Jair Bolsonaro, então deputado pelo mesmo partido, nas águas do Rio Jordão, em Israel.
As tratativas com o Republicanos também estão avançadas, segundo Valdemar. O principal impasse está em Minas Gerais, onde a composição para a disputa ainda precisa ser ajustada.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), líder nas pesquisas para o governo mineiro, defende que o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, seja seu candidato a vice. Falcão renunciou ao cargo para disputar a eleição. O PL, por sua vez, prefere o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, para a vaga.
Valdemar também mantém conversas com a federação PP-União Brasil. Segundo ele, será necessário fazer algum aceno político para viabilizar um acordo. A vaga de vice na chapa presidencial permanece aberta e pode integrar as negociações.
Já com o PSDB, a estratégia passa por Minas Gerais. O presidente do PL afirma oferecer espaço aos tucanos na composição estadual como forma de atrair o partido para a aliança nacional.
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