Carro de som em que Iara Pimentel estava foi alvo de tijolos e garrafas de vidro na noite de sábado, diz assessoria

A vereadora Iara Pimentel (PT) e outros manifestantes foram vítimas de agressões durante carreata na avenida Sanitária, em Montes Claros (MG), na noite de sábado (24.out.2026). O ataque ocorreu na véspera do 2º turno das eleições, marcado para este domingo (25.out).

A assessoria de imprensa da vereadora disse que, segundo relatos, o carro de som em que ela estava foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros objetos. “Iara foi atingida no rosto, precisou ser socorrida pelo SAMU e encaminhada ao hospital, onde passa por exames, está medicada e em observação”, diz a nota oficial.

O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que também estava na carreata, publicou um vídeo em seu perfil no Instagram afirmando que Iara foi “atingida por uma pedrada na cabeça”. Declarou: “Repudio veementemente esses atos de intolerância e cobro a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos”.

Pessoas que estavam no local registraram o momento da agressão e compartilharam vídeos nas redes sociais. Nas imagens, homens vestindo camisetas em apoio ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aparecem atirando objetos contra o carro de som da vereadora do PT.

Assista:

Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria da vereadora:

“NOTA DE REPÚDIO À VIOLÊNCIA POLÍTICA

“A violência política é uma ameaça à democracia e não pode ser naturalizada.

“Na noite deste sábado (24.out), após o ato de campanha em apoio ao presidente Lula, em Montes Claros, a vereadora Iara Pimentel (PT) e outros manifestantes foram vítimas de agressões na Avenida Sanitária. Segundo relatos, o carro de som em que a vereadora estava foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros objetos. Iara foi atingida no rosto, precisou ser socorrida pelo SAMU e encaminhada ao hospital, onde passa por exames, está medicada e em observação.

“É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência. A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões.

“O episódio exige investigação rigorosa, apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos. A violência política não pode ser tratada como algo corriqueiro, muito menos tolerada como parte do debate público.

“A vereadora manifesta solidariedade a todas as pessoas que também foram agredidas e agradece as mensagens de apoio e preocupação recebidas neste momento.

“Pensar diferente é um direito. A violência política é uma ameaça à democracia. Nenhuma divergência pode justificar agressões ou colocar vidas em risco.”

Créditos Autor: Poder360 · PODER360
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