O candidato do partido Novo à presidência da República, Romeu Zema, descumpriu regra da Justiça Eleitoral ao votar na manhã deste domingo 4 em Araxá (MG). Ele entrou com dois telefones celulares na cabine de votação, o que é proibido.

A imprensa que acompanhou o voto de Zema em uma escola da cidade mineira registrou o momento em que o candidato, depois de se apresentar aos mesários, se dirige ao local de votação com dois telefones. Ele fica com um dos aparelhos na mão enquanto deposita seus votos na urna eletrônica.

A proibição de entrar com telefones celulares na urna existe para impedir o registro de imagens ou vídeos da urna, preservando o sigilo do voto e evitando que os registros sejam utilizados para comprovação de prática de compra de votos.

Depois de ser cobrado por jornalistas, Zema afirmou que não fotografou ou gravou imagens com o celular. O candidato disse, ainda, que levou uma “colinha” em papel, e que, se tivesse sido alertado pelos mesários, teria entregados os telefones.

Ex-governador de Minas por dois mandatos, Zema se lançou candidato à presidência se dizendo uma alternativa de “terceira via”, embora tenha feito acenos públicos a Flávio Bolsonaro (PL) durante parte da campanha. As últimas pesquisas antes da votação mostraram que o candidato não conseguiu decolar: ele apareceu com 0% tanto na pesquisa Datafolha quanto na Quaest publicadas no sábado 4.

Créditos Autor: CartaCapital
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