CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

Candidato afirma que fundador do Master pode querer “enganar mais uma vez” e cobra explicações de políticos citados

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta 6ª feira (4.set.2026), que as informações reveladas depois da queda do sigilo no caso Banco Master devem ser vistas com cautela, em especial as mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.

Para o ex-governador de Minas Gerais, o fundador do Master não merece credibilidade e quem manteve proximidade com ele precisa dar explicações. A fala foi dada durante entrevista à CNN News, depois que o candidato foi questionado sobre políticos da centro-direita que foram citados no caso.

Nomes do campo político do centro e da direita, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Jair Bolsonaro (PL) e Gilberto Kassab (PSD) já foram atribuídos a Daniel Vorcaro durante as investigações.

“Nós temos de ver com reservas essas informações que um bandido está passando. Ele que já enganou tanta gente, será que ele não está querendo enganar mais uma vez? Mas quem teve proximidade com o banqueiro bandido precisa se explicar”, disse Zema.

O candidato também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmando que um ministro da Corte “se transformou em consultor jurídico do maior bandido do Brasil”.

Zema defendeu ainda que, em outros países, a conduta implicaria prisão, não apenas demissão. “Isso é estarrecedor. Em qualquer país sério, não teria sido motivo de demissão, não. Teria sido, sim, motivo de prisão”, declarou.

O candidato disse ainda ser “totalmente favorável” à apuração de todos os fatos, mas cobrou imparcialidade no processo. “Quero que tudo seja apurado, agora com a devida imparcialidade, porque os culpados de verdade são os intocáveis”, afirmou.

A expressão faz referência a uma série de vídeos produzidos com inteligência artificial pelo próprio Zema, intitulada “Os Intocáveis”, usada para criticar ministros do STF e políticos mencionados nas investigações sobre o Banco Master.

CASO MORAES E VORCARO

O caso Master ganhou ainda mais atenção no Brasil nesta semana, depois que um relatório da Polícia Federal mostrou a troca de mensagens e encontros entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O sigilo do documento foi retirado pelo ministro André Mendonça, que também determinou que o caso fosse levado ao plenário da Corte.

O relatório também trouxe uma mensagem de voz do deputado federal Nikolas Ferreira. No áudio, gravado em 30 de março de 2025 e divulgado pelo portal ICL Notícias na 5ª feira (3.set), o deputado mineiro afirma que queria ter mais “proximidade” com Vorcaro. 

Na gravação, ele pede a Vorcaro que ajude seu advogado e ex-assessor de gabinete, Thiago Rodrigues de Faria, a liberar “um ativo de minério”.

Em uma das propostas de delação apresentada pelo fundador do banco e negada pela PF e pela Procuradoria Geral da República, Vorcaro aparecia afirmando que as doações feitas à campanha de Tarcísio e à reeleição de Bolsonaro em 2022 constituem propina negociada com o presidente do PSD, Gilberto Kassab. 

No total, os repasses somaram R$ 5 milhões. Kassab e Tarcísio negam o relato e dizem não ter participado de negociações com Vorcaro. As informações foram publicadas na 5ª feira (3.set) pelos jornalistas Fábio Serapião, Natália Portinari, Artur Rodrigues e Cézar Feitoza, do UOL.

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